#4_64 Olhemos para Deus, não para a situação!

O Senhor é o meu pastor; nada me faltará. Ele me faz repousar em pastos verdejantes. Leva-me para junto das águas de descanso; refrigera-me a alma. Guia-me pelas veredas da justiça por amor do seu nome.
Salmos 23:1‭-‬3 NAA
https://bible.com/pt/bible/1840/psa.23.1-3.NAA

Nos momentos difíceis precisamos nos lembrar de que Deus está conduzindo o seu povo para um lugar de paz, abundância e tranquilidade. Não é neste mundo caótico, mas um mundo espiritual. Já parou um tempo para olhar um lugar assim, seja pela televisão, celular ou em realidade virtual?

Somos arrancados da realidade e ficamos entusiasmados com aquele lugar lindo e maravilhoso. Por momentos nos esquecemos das dificuldades e agruras. Como reter esta visão ao mesmo tempo em que vivemos a luta, em desespero e dor? Não fixando os olhos no momento atual. Não é alienar-se da verdade, é tomar posse da promessa.

Quando olhamos para onde estamos indo ganhamos fôlego e paciência. Ficamos mais robustos e resilientes. Nada pode nos abalar! Assim foi com o povo arrancado do Egito para a terra prometida. Ficaram pelo caminho os que viram apenas os problemas. Adentrou uma outra geração, a que viveu no deserto mas teve a fé de conquistar gigantes e fortalezas.

Olhemos para Deus que nos conduz, não para as dificuldades que estamos passando. No final estaremos com Ele e tudo terá passado como uma sombra passageira e sem capacidade de obscurecer a luz divina em nossas vidas!

#4_63 Evangelho é graça!

Se alguém disser: Amo a Deus, e odiar a seu irmão, é mentiroso; pois aquele que não ama a seu irmão, a quem vê, não pode amar a Deus, a quem não vê. Ora, temos, da parte dele, este mandamento: que aquele que ama a Deus ame também a seu irmão.
1João 4:20‭-‬21 ARA
https://bible.com/pt/bible/1608/1jn.4.20-21.ARA

Aprendemos, portanto, que Deus estabeleceu o amor vertical, dele para conosco, e o horizontal, entre nós pecadores. A cruz nos evidencia este mistério do amor de Deus nos dando capacidade de amar.

E não há como disassociar tal questão. Só amamos a Deus se amarmos também o nosso próximo e isto só irá acontecer porque Deus nos ama. Assim, amaremos nossos irmãos e a Deus!

Cristo deu sua vida para nós e iremos fazer o mesmo para com nossos irmãos. Esta é a família celestial, fruto de amor sacrificial. Tal amor não espera retorno. Faz porque deve ser feito. Faz porque pode fazê-lo, pois há liberdade em doar-se. Só há sacrifício onde não há obrigação. E se não há obrigação, então custa para quem faz o sacrifício. Senão, onde estaria o sacrifício?

Tornou o rei Davi a Ornã: Não; antes, pelo seu inteiro valor a quero comprar; porque não tomarei o que é teu para o Senhor, nem oferecerei holocausto que não me custe nada.
1Crônicas 21:24 ARA
https://bible.com/pt/bible/1608/1ch.21.24.ARA

Sacrifício de amor custa. Recebemos a graça sem merecermos. Jesus sacrificou-se por nós sem que merecêssemos. O custo para ele foi altíssimo. Não fizemos sacrifícios para recebê-lo e nem poderíamos. Tal amor nos foi dado por Deus através de Jesus. Quem se dá por sacrifício é quem paga. Quem recebe não. Na ótica de Deus não damos para receber amor. Porque recebemos é que damos!

Assim, somos constrangidos a amar porque somos amados. Escolhemos agir com graça porque dela recebemos e, então, transmitimos adiante. Por isto não podemos dizer que amamos a Deus sem amar o próximo, pois como poderíamos dizer que amamos a Deus sem passar adiante a graça recebida dEle?

Se Ele nos ama, então somos capacitados a amar. Quando amamos nosso próximo estamos demonstrando que amamos a Deus. E este amor nos custará, nos desgastará e beneficiará quem dele receber! Cristo nos ensinou e nos sustenta. Não tenhamos medo de amar, pois se assim fizermos não teremos liberdade e não nos sacrificaremos.

Deus está cuidando de tudo. Não importa a dor de amar quem está com a vida errada. Este amor lhe será por reparação e faremos bem em levar o amor de Deus a quem precisa. Esta é a lição do Evangelho da graça!

#4_62 Sejamos operadores da misericórdia!

Então Jesus perguntou: — Qual destes três lhe parece ter sido o próximo do homem que caiu nas mãos dos ladrões? O intérprete da Lei respondeu: — O que usou de misericórdia para com ele. Então Jesus lhe disse: — Vá e faça o mesmo.
Lucas 10:36‭-‬37 NAA
https://bible.com/pt/bible/1840/luk.10.36-37.NAA

O samaritano não fez vista grossa ao sofrimento alheio, ao sofrimento de uma pessoa que não era seu conhecido ou de seu país, ajudando alguém considerado indesejável. Diferentemente do sacerdote e do levita que se preocuparam mais com os seus afazeres, responsabilidades e risco pessoal, o samaritano deixou todas estas questões de lado para ajudar aquele que estava precisando.

Não há dúvidas de que este cenário se repete todos os dias a nossa volta. Pessoas sem teto, sem trabalho, sem saúde, sem esperança… Alguns arrancados de suas vidas pela dificuldade atual enquanto outras se deixaram enredar por drogas ou imoralidade sexual. Não importa, são necessitados que são indesejáveis e nos colocam em risco ao ajudá-los.

Podemos facilmente concordar com o sacerdote e o levita. Quem mandou passar por ali na hora errada? Não sabia que era perigoso? Também, foi se meter com quem? Não teve juízo? Não fui eu quem causou o problema, não tem nada a ver comigo. Por que me meter nesta história? Mas, compaixão é exatamente isto, sentir as dores de quem está sofrendo. Amar é arriscado, não há dúvidas.

No amor não existe medo; antes, o perfeito amor lança fora o medo. Ora, o medo produz tormento; logo, aquele que teme não é aperfeiçoado no amor.
1João 4:18 ARA
https://bible.com/pt/bible/1608/1jn.4.18.ARA

O samaritano amou. Deixou tudo de lado e se expôs ao risco de ajudar. Perdeu tempo, recursos, desviou seu caminho, cuidou das feridas, providenciou abrigo e pagou adiantado pelos próximos cuidados. Se não bastasse ainda ficou de voltar para ver se tudo ficou bem. Resolveu a necessidade e não cobrou o boleto. Fez porque julgou necessário por aquele que sofria.

Que possamos refletir neste exemplo dado nas palavras de Jesus que apontou como devemos amar nosso próximo. Cuidar das necessidades uns dos outros é mais do que falar, é agir. Que possamos assumir nosso compromisso com o nosso próximo. Começa nos círculos familiares e vai ampliando. Se nem com os nossos parentes ajudarmos então continuamos na avareza e no egoísmo, longe do amor de Deus! Ter somente para si é a armadilha de tratarmos o dinheiro como um deus.

Assumir riscos pelo próximo é o que nos torna semelhantes a Cristo e todos os apóstolos, martirizados porque amaram as pessoas mais do que a si mesmos. É um tratar de Deus, uma transformação diária. Deixar de pensar apenas em si mesmo não significa viver na pobreza ou não ter tempo algum para nós. É uma questão de propósito e sabedoria no uso dos recursos deste mundo. Não teremos necessidades por isso, mas certamente deixaremos de ter mais em prol de alguém. É uma virtude, uma questão de fé!

#4_61 Precisamos entender a visão do Reino!

Se um reino estiver dividido contra si mesmo, tal reino não pode subsistir. Se uma casa estiver dividida contra si mesma, tal casa não poderá subsistir.
Marcos 3:24‭-‬25 NAA
https://bible.com/pt/bible/1840/mrk.3.24-25.NAA

Divisão é mais do que não se conseguir consenso, é lutar entre si para assumir a direção quando não se encontra o consenso. Ao não se encontrar um termo comum ficamos paralisados no desenvolvimento de nossos propósitos.

Um casal que não consegue chegar ao consenso sobre ter filhos, se terá ou quantos, poderá ter e não estar satisfeito, forçar o cônjuge a assumir responsabilidades não desejadas ou até separar-se tendo ou não filhos. E isto se estende para qualquer área de nossas vidas e organizações.

Por isso há a distribuição de responsabilidades. Há que se desenvolver uma visão e missão da família segundo a vontade de Deus para nós. Deus criou a família para a multiplicação, mas nem todos serão férteis. Ainda assim poderão cuidar de filhos.

Para que vivemos? Se for para nós mesmos já entendemos tudo errado. Não há individualismo na visão de Deus. Somos feitos para o coletivo. O mundo ocidental deturpou fortemente esta questão quando fortalece o direito do indivíduo sobre o coletivo. Na verdade, a nossa liberdade termina onde começa a do meu próximo e não devo fazer tudo o que quero, mas o que será proveitoso para mim e para minha coletividade.

Se crio meus filhos para satisfazerem seus desejos então criei pessoas preparadas para dividirem suas casas. Se os criei para edificarem uma sociedade melhor, precisarei ter ensinado a compartilhar e buscar consenso. Podemos conquistar muitas coisas sozinhos, mas por que faríamos isto se o melhor é poder compartilhar a vitória com quem pode nos ajudar a ir mais longe e mais alto?

Nossa pressa pode nos tirar o desejo de gerar consenso. O tamanho da organização ou a atividade pode fazer com que tenhamos de tomar uma decisão tempestiva, mas sempre que possível é bom gerarmos a visão comum de que estamos seguindo o propósito de nossas vidas e organizações.

Uma casa tem grande importância pois é o núcleo familiar. Crie casas sem propósito, sem desejo de estarem unidas e assim será a nação. “Cada um por si, então o meu primeiro.” O Reino de Deus é construído na unidade pelo Espírito Santo. Ao nos relacionarmos com Deus entenderemos o amor que supera todas as coisas. Buscaremos consenso, misericórdia, perdão.

A graça manifesta o poder de tratarmos as pessoas com o amor de Deus. E este poder constrange, liberta e empodera as pessoas que desejam trilhar o caminho de Cristo. Ainda que venhamos a ter dificuldades encontraremos juntos a resposta e estaremos dispostos a ir até o fim. A fé comum constrói unidade, enquanto o jugo desigual nos impedirá de andarmos em caminho reto.

Ignorar este princípio é começar já em divisão. Sem os mesmos princípios dificilmente alcançaremos unidade. Há que se trabalhar para entendermos as mesmas coisas e termos os mesmos objetivos. Se estamos indo para uma cidade celestial não podemos buscar o sucesso apenas no mundo natural.

No Reino de Deus não há divisão e só entrará nele os que reconhecerem o senhorio de Cristo. Se assim é, então, obedeceremos nosso propósito e buscaremos viver em assembléia, maximizando o potencial do coletivo sem deixarmos de nos aprimorar individualmente também. Nossos dons são úteis a todos e iremos alinhar nossas capacidades para que todos possam usufruir delas. Muito diferente de fazer a minha vontade prevalecer.

Cristo deixou a sua glória para nos mostrar um caminho maravilhoso. Veio para mudar nosso entendimento, nos aperfeiçoar. Fazer com que nos voltássemos a Deus e deixássemos o pecado. Erramos o alvo quando pensamos apenas nas nossas vontades. Mentiras, traições e imoralidades geralmente provém do individualismo. Se pensarmos no coletivo, no impacto de nossas ações na coletividade, pensaríamos duas vezes antes de praticar o mal.

Olhemos para Cristo e sigamos o seu modelo. Ele é o caminho para o Pai, está em unidade, um só propósito e nos chama a sermos família de Deus. Nesta família não há divisão, pois o amor estabeleceu a visão de ganharmos o mundo para Deus!

#4_60 O perdão liberta!

E, quando estiverem orando, se tiverem alguma coisa contra alguém, perdoem, para que o Pai de vocês, que está nos céus, perdoe as ofensas de vocês.
Marcos 11:25 NAA
https://bible.com/pt/bible/1840/mrk.11.25.NAA

Há momentos em que pedir perdão é mais fácil que perdoar e em outros é o contrário. Precisamos aprender a fazer os dois. Perdoar nos dá a oportunidade de seguir em frente e o mesmo acontece ao se pedir perdão. Muitas vezes ficamos com o peso de termos afetado a vida de alguém e não conseguimos seguir porque não sabemos se fomos perdoados.

O pecado é como uma corrente nos pés uns dos outros e o perdoar é o quebrar destas correntes. Sempre que alguém perdoa uma parte do elo é quebrada e quando a outra parte pediu perdão, tudo, então, é liberado e ninguém mais permanece preso ao ocorrido, ainda que haja uma consequência clara como uma perda irreparável ou uma alteração permanente nos caminhos de ambas as partes.

Cristo nos ensina a perdoar porque é necessário exercermos misericórdia para permanecermos recebendo misericórdia. Ninguém é perfeito e precisamos confiar nas orientações de Cristo. É preciso ter coragem e superação para deixarmos para trás nossa altivez, nossa postura de quem estava certo e não pode abrir mão em favor do perdão, senão ficaremos reféns do pecado não perdoado.

Difícil será se não olharmos para Cristo. Na cruz ele perdoou a quem lhe ofendeu, traiu e o crucificou. Fomos incluídos também, os não nascidos que um dia seguiriam o mesmo caminho daqueles que ofenderam a santidade de Deus e precisam da misericórdia dada na cruz. Se não perdoarmos continuaremos cativos. Só o perdão nos habilita a vivermos a plena santidade de Deus!!!

#4_59 Deus está conosco também nas doenças!

O Senhor o assiste no leito da enfermidade. Quando doente, tu lhe restauras a saúde.
Salmos 41:3 NAA
https://bible.com/pt/bible/1840/psa.41.3.NAA

Vez por outra adoecemos e nem sempre podemos ser acompanhados ou termos condições para pagar alguém para nos ajudar a passar os dias difíceis. Mas Deus está conosco também nestes momentos. Quando nem conseguimos orar ele ouve a nossa aflição em pensamentos.

Nestas horas podemos pedir pela ajuda, consolo e restauração. Somos dependentes da graça e da misericórdia de Deus e não há hora melhor de podermos confiar nisto. Não há dinheiro que compre saúde, ainda que possa pagar por médicos, estruturas e cuidadores!

Deus está conosco nas nossas maiores dificuldades e precisamos exercer a nossa fé e nos acalmarmos em seus braços. Confiemos nas suas misericórdias e em suas promessas. Que possamos usufruir de sua companhia e ouvir a sua voz. Às vezes nossa enfermidade serve para pararmos e termos um tempo para ouví-lo. Nossas prioridades precisam ser revisitadas de tempos em tempos.

#4_58 Sejamos povo de Deus!

O plano do Senhor dura para sempre; os intentos do seu coração, por todas as gerações. Feliz a nação cujo Deus é o Senhor, e o povo que ele escolheu para a sua herança.
Salmos 33:11‭-‬12 NAA
https://bible.com/pt/bible/1840/psa.33.11-12.NAA

Não há nação que possa ignorar a Deus e alcançar seus objetivos. Já em Babel o Senhor desfez os planos e multiplicou as línguas. Guerras não duram para sempre e nem a desobediência fica sem impunidade. Ter Deus como o Senhor é estar debaixo da sua proteção. É receber orientação, recursos e a proteção em todo tempo. Não será envergonhada e nem destruída tal nação.

Mas, ao abandonarmos a direção de Deus, certamente teremos líderes que levarão a nação para caminhos maus. Uma nação inclinada para Deus é diferente de uma nação cujo Deus é o Senhor. Podemos dizer que amamos sem amar, que respeitamos sem respeitar e que servimos sem servir. Basta olharmos para a sociedade e ver se estamos caminhando para melhor ou pior. Se amar ao próximo e a Deus realmente transforma o mundo, então não estamos fazendo a nossa parte. Por isso não chegamos onde queremos chegar.

E ainda bem que não estamos chegando pois, se estivermos fora dos propósitos de Deus, bom caminho não estaremos tomando e o fim será desastroso. Por isso a nossa atual condição desfavorável nos faz pensar no por que não estamos chegando no alvo. Sabemos que o mundo não se submete a Deus e, portanto, continuará a ver tantos problemas em todos os lugares.

O reino de Deus será uma nação própria, de todos os povos, raças, cores e estará espalhada por toda a terra (Apocalipse 7:9). Esta é a nação cujo Deus é o Senhor. Esta prosperará no meio dos povos, ainda que perseguida. Não sucumbirá pois o próprio Senhor a sustenta. Nela todos os habitantes da terra se envergonharão pois não confiaram no chamado de Deus ao arrependimento.

Cristo está construindo este reino e não tardará a assumir sua posição de rei e Senhor. Governará as nações com cetro de ferro e todo olho o verá e toda a língua confessará que ele é Senhor (Apocalipse 1:7; 19:15)! Naquele dia as nações entenderão e se curvarão, até o tempo em que haverá nova rebelião. Sempre haverá os filhos da desobediência e seu fim será o lago de fogo junto com o diabo e seus anjos .

Não fiquemos surpresos com tantas dificuldades que o mundo enfrenta. É o próprio pecado que gera o mal entre as nações. E Deus permite para que enxerguemos nosso fracasso. Ele não gera este mal, nós o fazemos. Se amássemos a Deus não iríamos contra o próximo. Cristo nos ensina a amar também os inimigos. Faríamos guerra se obedecêssemos? Continuaríamos querendo o mal dos outros? Somos desobedientes e o resultado é o mundo em que vivemos. Precisamos mudá-lo e isto começa dentro de nós. Obra do Espírito Santo em uma nação cujo Deus é o Senhor!

#4_57 Como morreremos?

Combati o bom combate, completei a carreira, guardei a fé. Desde agora me está guardada a coroa da justiça, que o Senhor, reto juiz, me dará naquele Dia; e não somente a mim, mas também a todos os que amam a sua vinda.
2Timóteo 4:7‭-‬8 NAA
https://bible.com/pt/bible/1840/2ti.4.7-8.NAA

A morte é como uma linha de chegada para o ser humano. É uma corrida que desconhecemos tanto o percurso como a extensão. Não dominamos a nossa velocidade durante o circuito o que significa ignorarmos também a sua duração. Todos cruzaremos esta linha um dia, em um determinado momento, de uma forma positiva ou negativa, tanto aos nossos olhos como aos do mundo.

Como morreremos é uma questão pessoal. É como enxergamos a passagem de uma realidade onde o mundo físico governa as nossas percepções e muitas das nossas decisões, para um mundo espiritual que não conhecemos de verdade. Há, portanto, uma questão de como acreditamos que será depois de morrermos e se isto será bom ou ruim. Neste quesito é onde a fé diferencia as pessoas.

Cristo nos traz a promessa de sermos transformados pela fé em seu sacrifício, para que sejamos recebidos nas moradas celestiais através da justificação que seu ato redentor nos propicia diante de Deus. Não iremos para o céu por nossa própria capacidade de fazermos o bem, mas pela capacidade de Cristo em nos dar livre acesso ao Pai.

Sem o entendimento desta promessa de Cristo a morte se torna um julgamento sem sabermos o resultado. A angústia de ser condenado ao inferno transtorna qualquer ser humano, pois sabemos que não somos bons o suficiente e precisamos da misericórdia de Deus ainda que tenhamos buscado viver uma vida digna.

Aqueles que não crêem em céu e inferno podem ter mais de uma percepção da morte. Seja uma continuidade da vida sem o corpo, seja o fim da existência por completo, ou a simples transformação em outro tipo de vida não traz o mesmo conforto que a promessa de Cristo nos dá. Por isso podemos dizer que só há duas formas de morrermos: confortados por Cristo para vivermos com Deus e o simples sentimento de fim da existência como a conhecemos.

Para os confortados em Cristo não há medo da morte. Pode haver uma saudade antecipada por deixarmos nossos entes queridos por um tempo, ainda que saibamos que na eternidade não haja tempo e tudo ocorre como se fosse agora. Já já estaremos nos reunindo novamente para o julgamento celestial.

Para os que não crêem nesta promessa são diversos os pensamentos, medos ou simples preocupação com a confirmação daquilo em que confiou. Certamente o medo virá para a maioria, pois não há conforto espiritual para quem não acredita em Deus. Na dúvida muitos estão procurando entender que valores são mais importantes para o mundo, para que sejam bem recebidos pela maioria e possam ser considerados bons o suficiente.

O problema é que o padrão a ser usado é o de Deus e não o do mundo. E o padrão de Deus nos coloca todos no inferno se não houver Cristo para nos justificar. Sendo assim, os justificados em Cristo morrem para ressuscitar com o Senhor, ainda que o mundo não lhes veja como vencedores. Nos velórios veremos como cada um teve ou não amigos, viveu e morreu com maior ou menor conforto físico, se impactou ou não a sua comunidade. O que não veremos é se aquela vida está sorrindo com Cristo ou cerrando os dentes nas portas do inferno.

Velórios nos lembram que um dia seremos nós ali. E como morreremos? Com medo, ignorando a situação ou confortados pelo Espírito Santo? Esta é uma condição pessoal. Enquanto não sabemos o tempo que nos resta devemos nos preocupar em obter esta resposta. Cada um é responsável por si mesmo. Ainda que tenhamos ignorado este fato por toda a vida temos o exemplo do ladrão da cruz que, no seu último dia, não produziu outro fruto digno de arrependimento além de reconhecer que era pecador e precisava de Cristo para entrar no reino dos céus. E Cristo lhe deu salvo conduto! (Lucas 23:42,43)

Cristo é o nosso advogado. Ele perdoa pecados e já deu sua vida por nós. Se morrermos com Cristo, com ele ressuscitaremos para a vida eterna. É promessa e quem prometeu é fiel! Não importa mais como morreremos se estivermos em Cristo. Ligados por toda a eternidade estaremos, viveremos na Jerusalém celestial, na presença de Deus, consolados e felizes, juntamente com todos os que creram. Guardemos a fé e combatamos o bom combate até que o nosso dia chegue. Não se preocupe, até porque continuaremos sem saber quando isto ocorrerá.

#4_56 Graça ou lei?

Vocês que procuram justificar-se pela lei estão separados de Cristo; vocês caíram da graça de Deus. Porque nós, pelo Espírito, aguardamos a esperança da justiça que provém da fé.
Gálatas 5:4‭-‬5 NAA
https://bible.com/pt/bible/1840/gal.5.4-5.NAA

Paulo estava falando da questão da proposta de vida pela lei, a que foi feita no Sinai e a proposta em Cristo, no sacrifício perfeito. Quem confia na lei para sua salvação não tem acesso à graça da salvação em Cristo. A lei simplesmente apontava para a sua própria incapacidade de aperfeiçoar alguém. A lei impõe restrições, mas não transforma. Cristo, pelo contrário, nos aperfeiçoa, liberta e justifica.

Buscar a lei é viver por ela, nunca sendo suficiente para cumprí-la em todo o seu escopo. A justificação em Cristo é completa e alcança até nossos pecados futuros. Não confiar na obra de Cristo é tomar o fardo pesado de não poder errar nunca, pois cada falha perante a lei será exigida uma compensação. Como pecadores estaremos errando em algum momento.

Pela fé já é outra história. A justificação em Cristo abre um processo de santificação em nós que nos habilita a ir deixando o pecado. Ainda iremos escorregar aqui e ali, mas estaremos como alunos em estágio de adaptação que podem errar e não serão julgados por isto. A graça nos forma para vivermos no padrão da lei mas não pela lei.

Pela graça estaremos sendo ensinados a vivermos como Cristo, nos santificando e obedecendo a Deus. Mas, ainda podendo cometer gafes, erros não intencionais. O cristão é aperfeiçoado pela graça, pois entende que não possui as qulificações necessárias para viver perfeitamente em si mesmo no padrão exigido pela lei. Se pudéssemos, então Cristo não seria necessário em nossas vidas.

A verdade é que sem Cristo nunca atingiremos o padrão da lei. Ele cumpriu a lei para nos dar o privilégio de vivermos por ele. Assim, cumpriremos a justiça de Deus. Ignorar a obra de Cristo é viver na própria força. Aquele que conseguir estará vivendo pela Velha Aliança. Precisa guardar todos os mandamentos, pois não pode deixar de executar perfeitamente nenhum deles. É isto mesmo que desejamos?

Guardar o Sábado exige também participar de todas as festas anuais. Cuidar do tipo de comida e viver todas as regras judaicas. Só guardar uma parte não serve. Por que, então, pegar uma parte da lei e cobrar juntamente com o crer em Cristo se ele mesmo não exige isto de nós? Se a obra redentora de Cristo é suficiente para a nossa salvação então não podemos incluir nada mais para a sua obtenção e retenção!

#4_55 Sacerdotes são mensageiros!

Porque os lábios do sacerdote devem guardar o conhecimento, e da sua boca todos devem buscar a instrução, porque ele é mensageiro do Senhor dos Exércitos.
Malaquias 2:7 NAA
https://bible.com/pt/bible/1840/mal.2.7.NAA

Pedro chama a igreja de sacerdócio real, nação santa, povo de propriedade exclusiva de Deus (1Pedro2:9) para proclamar as virtudes do Senhor! O entendimento sobre sacerdócio não mudou, mas sim quem possui esta função. Antes eram só os descendentes de Levi, agora todos os cristãos são chamados para esta demanda.

Por isso a santificação é um processo permanente na vida cristã, pois quem é chamado para ser santo e sacerdote deve santificar-se. Passa pela necessidade de deixar o pecado e buscar o conhecimento de Deus. Entregar-se ao projeto divino de negar o pecado e propagar o evangelho da graça. Obviamente com os dons individuais, cada um segundo o seu chamado.

Cristãos são mensageiros de Cristo, seus embaixadores (2Coríntios 5:20), promovendo a reconciliação do mundo com Deus! Importa conhecermos a vontade de Deus e defendê-la perante as nações, a começar por onde vivemos. Mensageiros da graça, do poder de Deus sobre o pecado, da conversão e da vigilância, do amor e da salvação. Que nossos lábios declarem as maravilhas de Deus para a edificação dos que ainda estão afastados do Senhor.