#4_57 Como morreremos?

Combati o bom combate, completei a carreira, guardei a fé. Desde agora me está guardada a coroa da justiça, que o Senhor, reto juiz, me dará naquele Dia; e não somente a mim, mas também a todos os que amam a sua vinda.
2Timóteo 4:7‭-‬8 NAA
https://bible.com/pt/bible/1840/2ti.4.7-8.NAA

A morte é como uma linha de chegada para o ser humano. É uma corrida que desconhecemos tanto o percurso como a extensão. Não dominamos a nossa velocidade durante o circuito o que significa ignorarmos também a sua duração. Todos cruzaremos esta linha um dia, em um determinado momento, de uma forma positiva ou negativa, tanto aos nossos olhos como aos do mundo.

Como morreremos é uma questão pessoal. É como enxergamos a passagem de uma realidade onde o mundo físico governa as nossas percepções e muitas das nossas decisões, para um mundo espiritual que não conhecemos de verdade. Há, portanto, uma questão de como acreditamos que será depois de morrermos e se isto será bom ou ruim. Neste quesito é onde a fé diferencia as pessoas.

Cristo nos traz a promessa de sermos transformados pela fé em seu sacrifício, para que sejamos recebidos nas moradas celestiais através da justificação que seu ato redentor nos propicia diante de Deus. Não iremos para o céu por nossa própria capacidade de fazermos o bem, mas pela capacidade de Cristo em nos dar livre acesso ao Pai.

Sem o entendimento desta promessa de Cristo a morte se torna um julgamento sem sabermos o resultado. A angústia de ser condenado ao inferno transtorna qualquer ser humano, pois sabemos que não somos bons o suficiente e precisamos da misericórdia de Deus ainda que tenhamos buscado viver uma vida digna.

Aqueles que não crêem em céu e inferno podem ter mais de uma percepção da morte. Seja uma continuidade da vida sem o corpo, seja o fim da existência por completo, ou a simples transformação em outro tipo de vida não traz o mesmo conforto que a promessa de Cristo nos dá. Por isso podemos dizer que só há duas formas de morrermos: confortados por Cristo para vivermos com Deus e o simples sentimento de fim da existência como a conhecemos.

Para os confortados em Cristo não há medo da morte. Pode haver uma saudade antecipada por deixarmos nossos entes queridos por um tempo, ainda que saibamos que na eternidade não haja tempo e tudo ocorre como se fosse agora. Já já estaremos nos reunindo novamente para o julgamento celestial.

Para os que não crêem nesta promessa são diversos os pensamentos, medos ou simples preocupação com a confirmação daquilo em que confiou. Certamente o medo virá para a maioria, pois não há conforto espiritual para quem não acredita em Deus. Na dúvida muitos estão procurando entender que valores são mais importantes para o mundo, para que sejam bem recebidos pela maioria e possam ser considerados bons o suficiente.

O problema é que o padrão a ser usado é o de Deus e não o do mundo. E o padrão de Deus nos coloca todos no inferno se não houver Cristo para nos justificar. Sendo assim, os justificados em Cristo morrem para ressuscitar com o Senhor, ainda que o mundo não lhes veja como vencedores. Nos velórios veremos como cada um teve ou não amigos, viveu e morreu com maior ou menor conforto físico, se impactou ou não a sua comunidade. O que não veremos é se aquela vida está sorrindo com Cristo ou cerrando os dentes nas portas do inferno.

Velórios nos lembram que um dia seremos nós ali. E como morreremos? Com medo, ignorando a situação ou confortados pelo Espírito Santo? Esta é uma condição pessoal. Enquanto não sabemos o tempo que nos resta devemos nos preocupar em obter esta resposta. Cada um é responsável por si mesmo. Ainda que tenhamos ignorado este fato por toda a vida temos o exemplo do ladrão da cruz que, no seu último dia, não produziu outro fruto digno de arrependimento além de reconhecer que era pecador e precisava de Cristo para entrar no reino dos céus. E Cristo lhe deu salvo conduto! (Lucas 23:42,43)

Cristo é o nosso advogado. Ele perdoa pecados e já deu sua vida por nós. Se morrermos com Cristo, com ele ressuscitaremos para a vida eterna. É promessa e quem prometeu é fiel! Não importa mais como morreremos se estivermos em Cristo. Ligados por toda a eternidade estaremos, viveremos na Jerusalém celestial, na presença de Deus, consolados e felizes, juntamente com todos os que creram. Guardemos a fé e combatamos o bom combate até que o nosso dia chegue. Não se preocupe, até porque continuaremos sem saber quando isto ocorrerá.

#4_56 Graça ou lei?

Vocês que procuram justificar-se pela lei estão separados de Cristo; vocês caíram da graça de Deus. Porque nós, pelo Espírito, aguardamos a esperança da justiça que provém da fé.
Gálatas 5:4‭-‬5 NAA
https://bible.com/pt/bible/1840/gal.5.4-5.NAA

Paulo estava falando da questão da proposta de vida pela lei, a que foi feita no Sinai e a proposta em Cristo, no sacrifício perfeito. Quem confia na lei para sua salvação não tem acesso à graça da salvação em Cristo. A lei simplesmente apontava para a sua própria incapacidade de aperfeiçoar alguém. A lei impõe restrições, mas não transforma. Cristo, pelo contrário, nos aperfeiçoa, liberta e justifica.

Buscar a lei é viver por ela, nunca sendo suficiente para cumprí-la em todo o seu escopo. A justificação em Cristo é completa e alcança até nossos pecados futuros. Não confiar na obra de Cristo é tomar o fardo pesado de não poder errar nunca, pois cada falha perante a lei será exigida uma compensação. Como pecadores estaremos errando em algum momento.

Pela fé já é outra história. A justificação em Cristo abre um processo de santificação em nós que nos habilita a ir deixando o pecado. Ainda iremos escorregar aqui e ali, mas estaremos como alunos em estágio de adaptação que podem errar e não serão julgados por isto. A graça nos forma para vivermos no padrão da lei mas não pela lei.

Pela graça estaremos sendo ensinados a vivermos como Cristo, nos santificando e obedecendo a Deus. Mas, ainda podendo cometer gafes, erros não intencionais. O cristão é aperfeiçoado pela graça, pois entende que não possui as qulificações necessárias para viver perfeitamente em si mesmo no padrão exigido pela lei. Se pudéssemos, então Cristo não seria necessário em nossas vidas.

A verdade é que sem Cristo nunca atingiremos o padrão da lei. Ele cumpriu a lei para nos dar o privilégio de vivermos por ele. Assim, cumpriremos a justiça de Deus. Ignorar a obra de Cristo é viver na própria força. Aquele que conseguir estará vivendo pela Velha Aliança. Precisa guardar todos os mandamentos, pois não pode deixar de executar perfeitamente nenhum deles. É isto mesmo que desejamos?

Guardar o Sábado exige também participar de todas as festas anuais. Cuidar do tipo de comida e viver todas as regras judaicas. Só guardar uma parte não serve. Por que, então, pegar uma parte da lei e cobrar juntamente com o crer em Cristo se ele mesmo não exige isto de nós? Se a obra redentora de Cristo é suficiente para a nossa salvação então não podemos incluir nada mais para a sua obtenção e retenção!

#4_55 Sacerdotes são mensageiros!

Porque os lábios do sacerdote devem guardar o conhecimento, e da sua boca todos devem buscar a instrução, porque ele é mensageiro do Senhor dos Exércitos.
Malaquias 2:7 NAA
https://bible.com/pt/bible/1840/mal.2.7.NAA

Pedro chama a igreja de sacerdócio real, nação santa, povo de propriedade exclusiva de Deus (1Pedro2:9) para proclamar as virtudes do Senhor! O entendimento sobre sacerdócio não mudou, mas sim quem possui esta função. Antes eram só os descendentes de Levi, agora todos os cristãos são chamados para esta demanda.

Por isso a santificação é um processo permanente na vida cristã, pois quem é chamado para ser santo e sacerdote deve santificar-se. Passa pela necessidade de deixar o pecado e buscar o conhecimento de Deus. Entregar-se ao projeto divino de negar o pecado e propagar o evangelho da graça. Obviamente com os dons individuais, cada um segundo o seu chamado.

Cristãos são mensageiros de Cristo, seus embaixadores (2Coríntios 5:20), promovendo a reconciliação do mundo com Deus! Importa conhecermos a vontade de Deus e defendê-la perante as nações, a começar por onde vivemos. Mensageiros da graça, do poder de Deus sobre o pecado, da conversão e da vigilância, do amor e da salvação. Que nossos lábios declarem as maravilhas de Deus para a edificação dos que ainda estão afastados do Senhor.

#4_54 Nosso inimigo real não é um ser humano!

Porque a nossa luta não é contra o sangue e a carne, mas contra os principados e as potestades, contra os dominadores deste mundo tenebroso, contra as forças espirituais do mal, nas regiões celestiais.
Efésios 6:12 NAA
https://bible.com/pt/bible/1840/eph.6.12.NAA

Esta passagem nos faz parar para entender que há um mundo espiritual sobre o físico de onde provém ações a favor e contra as nossas vidas. Entendemos que o que vemos em nossa dimensão é resultado de outra. Como se víssemos os efeitos sem termos tido acesso à causa principal.

Pessoas as vezes nos perseguem pois em seus corações sentem a necessidade de fazê-lo, pois as estamos incomodando por questões espirituais que nem sempre elas compreendem. É como se um inimigo estivesse usando a vida delas contra nós sem que elas percebessem claramente. E este inimigo é o diabo.

Sim, há uma estratégia dele para buscar destruir as nossas obras para o Reino de Deus, mas é apenas um subterfúgio para que percamos fôlego e o ânimo. Deus é infinitamente superior pois a todos criou e o diabo também é criatura.

Ao entendermos que pessoas se tornam peões nas mãos do maligno passamos a não considerá-las nossos reais inimigos. Isso nos ajuda a enfrentar a situação e não as pessoas. Iremos orar pelos nossos inimigos e até amá-los como o Senhor nos manda, por compaixão de seu estado de dominação pelo inimigo de todas as almas.

Assim, aqueles que nos perseguem estarão sendo amados por nós e isto lhes será por sinal da graça de Deus em suas vidas. Alguns foram salvos assim enquanto outros começaram a enxergar seus estados espirituais. Importa reconhecer que ninguém seria livre se Deus não viesse ao nosso encontro.

Cristo já estabeleceu o seu domínio e o entregou nas mãos da Igreja para que construamos o Reino aqui, nos corações das pessoas, em suas mentes, onde o inimigo não terá mais poder algum. Nossa luta não é contra os homens e mulheres, mas para conquistarmos homens e mulheres. É para que as pessoas enxerguem o pecado em suas vidas e se arrependam.

A liberdade só é conquistada em Cristo mediante a fé. Sem isto o inimigo continua controlando as pessoas e jogando umas contra as outras para que não encontrem o caminho da salvação. Cristo, nosso salvador, é a luz que elimina as trevas. Quando as pessoas recebem a luz já não andam nas trevas. Trazer a luz já é construir o Reino e afugentar o inimigo. Onde há luz não há trevas e não há esconderijo para quem se esconde na escuridão espiritual.

#4_53 Somos todos pecadores!

Transbordou, porém, a graça de nosso Senhor com a fé e o amor que há em Cristo Jesus. Esta palavra é fiel e digna de toda aceitação: que Cristo Jesus veio ao mundo para salvar os pecadores, dos quais eu sou o principal.
1Timóteo 1:14‭-‬15 NAA
https://bible.com/pt/bible/1840/1ti.1.14-15.NAA

Somos pecadores. Nossa dificuldade em aceitarmos esta verdade nos mantém afastados de Deus. Isto porque ignoramos a santidade do SENHOR e não nos arrependemos de nossos atos contra ele e o nosso próximo. Assim como só se busca cura quando entendemos estar enfermos só buscamos a Deus quando reconhecemos nosso afastamento dEle!

Na verdade, só o buscaremos se reconhecermos tal importância em nossas vidas. Portanto, não há pregação do Evangelho sem a exposição de nossa condição de pecadores. Só precisa de salvação quem está perdido e afastado de Deus! Assim, quanto mais entendermos nossa natureza e a natureza santa de Deus maior será o nosso temor e adoração para com Ele.

Busquemos a Deus que nos tem chamado à santidade. Por Cristo, nosso Senhor, alcançaremos a graça transformadora que nos habilita a entrarmos na família de Deus. E se somos filhos de Deus precisamos refletir a santidade do Senhor. Que possamos também nos dedicarmos à vivermos tal verdade em nossas vidas, sendo como sacrifícios santos e agradáveis!

#4_52 Somos fortalecidos pela graça!

Que o próprio Jesus Cristo, nosso Senhor, e Deus, o nosso Pai, que nos amou e nos deu eterna consolação e boa esperança, pela graça, console o coração de vocês e os fortaleça em toda boa obra e boa palavra.
2Tessalonicenses 2:16‭-‬17 NAA
https://bible.com/pt/bible/1840/2th.2.16-17.NAA

Ainda que Deus seja um só temos clamado por suas manifestações como que aspectos diferenciados para nos ajudar na nossa compreensão da graça. Jesus Cristo é o Filho e Senhor, sendo Deus Pai aquele que nos amou enviando o seu Unigênito para ser o Primogênito dentre nós. Ainda entendemos que o Espírito Santo realiza o papel da transformação interna no homem e na mulher para que nos tornemos como o Filho.

Importa entendermos que tudo vem de Deus, o Todo-Poderoso, aquele que construiu e sustenta o universo pela sua palavra. Ele nos criou para o louvor de sua glória e nos chamou para vivermos uma vida santa e agradável. Reaproximou-se de nós pois não tínhamos como reverter nossa situação de pecadores sem a sua ajuda. Trouxe a graça da salvação para nós que não o buscávamos e nem o conhecíamos.

Paulo ainda nos declara que nos deu eterna consoloção pela graça que nos foi concedida na salvação por Cristo, construindo em nós uma consciência de que o amanhã será maravilhoso porquanto estaremos eternamente na presença de Deus. As trevas serão expulsas de nossas vidas por completo, não havendo mais choro, dor ou tristeza na comunhão plena com o SENHOR.

Enquanto isto, esta esperança nos capacita pela fé a vivermos de maneira diferente, com confiança, consolo, fortalecidos e sendo capacitados a fazermos as boas obras. Nesta atividade crescemos espiritualmente conforme o propósito de Deus para cada crente. Há um plano maior de Deus e cada um se torna uma vida a servir para a consecução da vontade de Deus.

Que hoje possamos descansar no Senhor, sabendo que há um dia a ser vivido de cada vez, com esperança, sendo consolados pelo próprio Deus enquanto o tempo nesta terra se abrevia para nós. Que isto sirva de reforço para a nossa dedicação, como o corredor que já enxerga a linha de chegada e corre para alcançar a vitória!

#4_51 Busquemos sabedoria do alto!

Pois, onde há inveja e rivalidade, aí há confusão e toda espécie de coisas ruins. Mas a sabedoria lá do alto é, primeiramente, pura; depois, pacífica, gentil, amigável, cheia de misericórdia e de bons frutos, imparcial, sem fingimento. Ora, é em paz que se semeia o fruto da justiça, para os que promovem a paz.
Tiago 3:16‭-‬18 NAA
https://bible.com/pt/bible/1840/jas.3.16-18.NAA

Inveja e rivalidade ocorrem onde há o egocentrismo. Pessoas querendo holofotes, reconhecimento e todo tipo de expressão de sua vaidade. Onde há mais de uma pessoa assim ocorrerá competição e conflitos de interesse. Não tarda para ocorrer grandes confusões e situações de ofensa e guerras pessoais. Tudo isto é coisa terrena, não do alto.

Tiago explica que ao nos preocuparmos com as coisas de Deus estaremos abrindo mão de nossas muitas vaidades e conseguiremos nos desembaraçar de coisas deste tipo. Iremos querer promover a todos ao invés de querermos subir em detrimento das pessoas. Iremos trabalhar pela paz e não pelo conflito de interesses.

Há mudança de valores no cristão. Sua preocupação é a edificação do Reino de Deus em corações. Para isto não estaremos lutando com pessoas, mas com principados e potestades espirituais que disparam desejos em mentes não conduzidas pelo Espírito Santo. Nossa fé gera em nós o interesse em fazer a vontade de Deus e nenhum destes pensamentos conseguirá nos induzir a cometermos estes erros novamente.

O escudo da fé, referido em Efésios 5, é nosso comprometimento com a nossa crença que nos impede de acolhermos estes pensamentos mundanos em nossas vidas. Em Cristo entendemos que as pessoas são importantes e é nosso interesse que vivam bem e produzam com alegria. Quem assim pensa não deseja minar carreiras, relacionamentos e trabalhos para aparecer mais que os demais.

A sabedoria que vem do alto nos instrui a sermos construtores do Senhor, através do respeito e do serviço. Isto nos fará trabalharmos para quem estiver à nossa volta, independente de qualquer parâmetro social ou religioso. Não há ascepção de pessoas para se efetuar a misericórdia. Basta lembrar quem éramos sem Cristo e como não fizemos por merecer o que recebemos de suas dadivosas mãos!

#4_50 Fé é ação!

— Tenham cuidado. Se o seu irmão pecar, repreenda-o; se ele se arrepender, perdoe-lhe. Se pecar contra você sete vezes num dia e sete vezes vier para lhe dizer: “Estou arrependido”, perdoe-lhe. Então os apóstolos disseram ao Senhor: — Aumente-nos a fé.
Lucas 17:3‭-‬5 NAA
https://bible.com/pt/bible/1840/luk.17.3-5.NAA

Nosso entendimento sobre fé é muitas vezes restrito à explicação inicial em Hebreus 11:1 sobre acreditar no que não se vê e se espera sob o ponto de vista exterior. Mas, ela tem uma conotação mais profunda em como eu produzo esta virtude em outras pessoas. É alguém poder confiar no meu procedimento porque espera que eu cumpra a minha promessa, sem que ainda seja visível o resultado do meu trabalho.

Abraão creu e isto lhe foi imputado como justiça significa que ele foi fiel até o ponto de estar sacrificando o seu próprio Filho, tendo Deus o impedido porque não era mais necessário provar a sua fidelidade. Portanto, quando somos fiéis estamos produzindo fé em outros corações e isto é fruto do Espírito, uma virtude de Deus sendo produzida em nós (Tiago 2:21,22).

Na passagem de Lucas, quando Jesus fala sobre perdoar o próximo, fica parecendo absurdo se pedir fé para podermos perdoar. Mas, se entendermos fé como produção do que faremos e não apenas confiar em outrem, faz todo sentido. Os discípulos pediram a capacidade de terem a atitude de perdão e gerar este poder em outras pessoas pelo testemunho, assim como Cristo fez também na cruz.

Ou seja, tenho fé não apenas porque creio em Jesus e nas suas promessas, mas porque também estou gerando esta mesma crença no coração de outras pessoas pela minha fidelidade ao propósito que sigo. Quanto mais eu for fiel ao propósito, mas fé as pessoas terão naquilo que faço e falo. Tempos atrás era comum se ouvir: “- Ponho fé no fulano, pois ele nunca faltou com a sua palavra.” Ou seja, as pessoas confiavam pelo procedimento virtuoso de alguém, não por aquilo que elas simplesmente esperavam que acontecesse.

Assim, esperança e fé diferem pelo originador da ação. Tenho fé de que algo irá acontecer porque quem prometeu é fiel para cumprir. Tenho esperança de que algo irá acontecer porque é minha vontade de que aconteça. Muito diferente, mas ambas geram uma espera de que algo ainda não visível ocorra. Pedir fé é pedir para ser confiável, fiel, não apenas acreditar mais.

Os discípulos pediram mais fé porque precisavam perdoar e gerar perdão no coração de outros. Um pedido sincero e profundo. Jesus respondeu que ter fé significaria, assim, poder dizer que um monte de transportasse de sua posição original e isto ocorreria. Não apenas por se esperar que acontecesse, mas porque nos moveríamos na direção de fazê-lo acontecer. Quem tem fé não espera, age, pois fará parte do resultado esperado! Portanto, como diz Tiago 2:26, a fé sem obras é morta!

#4_49 Filhos de quem?

Jesus disse: — Se Deus fosse, de fato, o pai de vocês, certamente me amariam, porque eu vim de Deus e aqui estou; pois não vim de mim mesmo, mas ele me enviou.
João 8:42 NAA
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Todo o que ama Jesus guarda os seus mandamentos (João 14:23). Se o amamos então o Pai nos ama. Se assim é, somos também filhos de Deus. Filhos adotivos porque seria impossível amar a Jesus se não houvesse a sua manifestação em nossas vidas. Quem pode amar a quem não conhece? Sem ter ouvido nada a respeito?

Cristo expressa que os filhos de Deus o amam e guardam os seus preceitos. Quem não é livre em Cristo permanece filho das trevas. Não significa uma pessoa ruim aos olhos do mundo, mas aos olhos de Deus. E quem pode se chamar de justo ou verdadeiramente bom? Fazer obras seria suficiente? Mas, e os maus pensamentos que povoam as mentes? Deus também os conhece!

Assim, ninguém é bom e nossa natureza corrompida precisa ser transformada em Cristo. Este chamado do Senhor é o que muda nosso destino. Sem amarmos Jesus somos filhos do diabo e terminaremos nossos dias com ele. Quem não ama Jesus ama as obras das trevas e lá lermanecerá eternamente.

#4_48 Escravos ou livres?

Mas o que diz a Escritura? Ela diz: “Mande embora a escrava e seu filho, porque de modo nenhum o filho da escrava será herdeiro com o filho da mulher livre.” Portanto, irmãos, somos filhos não da escrava, mas da livre.
Gálatas 4:30‭-‬31 NAA
https://bible.com/pt/bible/1840/gal.4.30-31.NAA

Paulo usa a alegoria entre Agar e Sara, duas das mulheres que deram filhos a Abraão. O primeiro filho, Ismael, nasceu de Ágar, porquanto Sara era estéril e usou a sua escrava para obter um filho de seu marido Abraão. O que hoje conhecemos como um tipo de “barriga de aluguel”. Ou seja, nasceu da vontade de Sara em dar um filho ao seu esposo, a partir de uma escrava.

O segundo foi Isaque, nascido mais de uma década depois, com Sara e Abraão já muito velhos, um filho dado por Deus de maneira sobrenatural, o filho da promessa. Este é o filho espiritual e nasceu da vontade de Deus para com Abrahão e Sara, que pôde dar a luz por ela mesma a partir da graça de Deus.

Paulo usa a alegoria mostrando duas visões distintas, a que predomina pelo esforço humano para se conquistar e a que provém da vontade de Deus sem que possamos fazê-lo por nós mesmos. A primeira visão é atrelada à salvação pelas obras da lei e a segunda pela obra redentora de Deus. A primeira gera escravidão ao próprio desejo da carne enquanto a segunda é liberdade.

Agar, a escrava, é a Jerusalém física que ainda confia nas obras para a salvação, enquanto Sara, a Jerusalém celestial, confia na salvação pela graça redentora em Cristo! Portanto, o cristão confia na salvação dada por Cristo na cruz e não em obras. Confia que foi justificado por Deus sem merecer e, por gratidão, exerce as obras em liberdade, não mais por escravidão.

Paulo faz um grave alerta aos que não confiam que Cristo é suficiente para nos salvar, que o lugar deles é fora do arraial de Jesus Cristo. Não herdarão o reino aqueles que não crêm em Cristo como único e suficiente salvador. Serão mandados embora como a escrava e seu filho, não pertencem a aliança no sangue de Jesus. Não são herdeiros com Cristo e, portanto, não são irmãos. Nem podem se chamar de cristãos, pois Jesus nada lhes é senão alguém pregado em uma cruz a sofrer eternamente.

Cristo é poderoso, é O descendente que foi prometido e agora está à destra de Deus, preparando lugar para sua igreja. Então, somos escravos ou livres? Enganados pela ideia de que temos de fazer algo para sermos e nos mantermos salvos estando em cativeiro por não conseguirmos ou somos livres porque Cristo nos libertou e obedecemos com alegria porque nos agradamos em viver para Deus?

Se, pois, o Filho os libertar, vocês serão verdadeiramente livres.
João 8:36 NAA
https://bible.com/pt/bible/1840/jhn.8.36.NAA