Combati o bom combate, completei a carreira, guardei a fé. Desde agora me está guardada a coroa da justiça, que o Senhor, reto juiz, me dará naquele Dia; e não somente a mim, mas também a todos os que amam a sua vinda.
2Timóteo 4:7-8 NAA
https://bible.com/pt/bible/1840/2ti.4.7-8.NAA
A morte é como uma linha de chegada para o ser humano. É uma corrida que desconhecemos tanto o percurso como a extensão. Não dominamos a nossa velocidade durante o circuito o que significa ignorarmos também a sua duração. Todos cruzaremos esta linha um dia, em um determinado momento, de uma forma positiva ou negativa, tanto aos nossos olhos como aos do mundo.
Como morreremos é uma questão pessoal. É como enxergamos a passagem de uma realidade onde o mundo físico governa as nossas percepções e muitas das nossas decisões, para um mundo espiritual que não conhecemos de verdade. Há, portanto, uma questão de como acreditamos que será depois de morrermos e se isto será bom ou ruim. Neste quesito é onde a fé diferencia as pessoas.
Cristo nos traz a promessa de sermos transformados pela fé em seu sacrifício, para que sejamos recebidos nas moradas celestiais através da justificação que seu ato redentor nos propicia diante de Deus. Não iremos para o céu por nossa própria capacidade de fazermos o bem, mas pela capacidade de Cristo em nos dar livre acesso ao Pai.
Sem o entendimento desta promessa de Cristo a morte se torna um julgamento sem sabermos o resultado. A angústia de ser condenado ao inferno transtorna qualquer ser humano, pois sabemos que não somos bons o suficiente e precisamos da misericórdia de Deus ainda que tenhamos buscado viver uma vida digna.
Aqueles que não crêem em céu e inferno podem ter mais de uma percepção da morte. Seja uma continuidade da vida sem o corpo, seja o fim da existência por completo, ou a simples transformação em outro tipo de vida não traz o mesmo conforto que a promessa de Cristo nos dá. Por isso podemos dizer que só há duas formas de morrermos: confortados por Cristo para vivermos com Deus e o simples sentimento de fim da existência como a conhecemos.
Para os confortados em Cristo não há medo da morte. Pode haver uma saudade antecipada por deixarmos nossos entes queridos por um tempo, ainda que saibamos que na eternidade não haja tempo e tudo ocorre como se fosse agora. Já já estaremos nos reunindo novamente para o julgamento celestial.
Para os que não crêem nesta promessa são diversos os pensamentos, medos ou simples preocupação com a confirmação daquilo em que confiou. Certamente o medo virá para a maioria, pois não há conforto espiritual para quem não acredita em Deus. Na dúvida muitos estão procurando entender que valores são mais importantes para o mundo, para que sejam bem recebidos pela maioria e possam ser considerados bons o suficiente.
O problema é que o padrão a ser usado é o de Deus e não o do mundo. E o padrão de Deus nos coloca todos no inferno se não houver Cristo para nos justificar. Sendo assim, os justificados em Cristo morrem para ressuscitar com o Senhor, ainda que o mundo não lhes veja como vencedores. Nos velórios veremos como cada um teve ou não amigos, viveu e morreu com maior ou menor conforto físico, se impactou ou não a sua comunidade. O que não veremos é se aquela vida está sorrindo com Cristo ou cerrando os dentes nas portas do inferno.
Velórios nos lembram que um dia seremos nós ali. E como morreremos? Com medo, ignorando a situação ou confortados pelo Espírito Santo? Esta é uma condição pessoal. Enquanto não sabemos o tempo que nos resta devemos nos preocupar em obter esta resposta. Cada um é responsável por si mesmo. Ainda que tenhamos ignorado este fato por toda a vida temos o exemplo do ladrão da cruz que, no seu último dia, não produziu outro fruto digno de arrependimento além de reconhecer que era pecador e precisava de Cristo para entrar no reino dos céus. E Cristo lhe deu salvo conduto! (Lucas 23:42,43)
Cristo é o nosso advogado. Ele perdoa pecados e já deu sua vida por nós. Se morrermos com Cristo, com ele ressuscitaremos para a vida eterna. É promessa e quem prometeu é fiel! Não importa mais como morreremos se estivermos em Cristo. Ligados por toda a eternidade estaremos, viveremos na Jerusalém celestial, na presença de Deus, consolados e felizes, juntamente com todos os que creram. Guardemos a fé e combatamos o bom combate até que o nosso dia chegue. Não se preocupe, até porque continuaremos sem saber quando isto ocorrerá.
