#3_71 Somos terrenos rochosos?

Atendei vós, pois, à parábola do semeador. A todos os que ouvem a palavra do reino e não a compreendem, vem o maligno e arrebata o que lhes foi semeado no coração. Este é o que foi semeado à beira do caminho. O que foi semeado em solo rochoso, esse é o que ouve a palavra e a recebe logo, com alegria; mas não tem raiz em si mesmo, sendo, antes, de pouca duração; em lhe chegando a angústia ou a perseguição por causa da palavra, logo se escandaliza. O que foi semeado entre os espinhos é o que ouve a palavra, porém os cuidados do mundo e a fascinação das riquezas sufocam a palavra, e fica infrutífera. Mas o que foi semeado em boa terra é o que ouve a palavra e a compreende; este frutifica e produz a cem, a sessenta e a trinta por um.

Mateus 13:18-23

O evangelho é a palavra semeada e as terras são os corações e mentes dos que ouvem. Nem todo coração e mente a receberá, pois como a terra, ou está dura e a semente não penetra, ou fica a semente em porção rasa e os animais comem, ou em solo que a destrói por não criar raízes, ou porque espinhos a sufocam.

Jesus compara esta terra com corações não favoráveis à receberem a palavra ou a um coração que produzirá o resultado ao receber a semente. A terra não produz a semente, mas a recebe e a faz germinar em si mesma. Assim somos nós, que não possuímos a semente espiritual em nós mesmos, mas a faremos germinar e produzir em nós o fruto esperado e para o qual ela foi lançada.

Cristo nos ordena que atentemos para esta parábola, para entendermos que tipo de solo estamos sendo. Se aquele que se abre para produzir ou o que destrói a semente lançada por Deus. O evangelho vem para efetuar mudança onde é semeado e, se não há mudança, então a terra não era adequada.

Assim, temos a nossa responsabilidade em desenvolvermos o Fruto do Espírito (Gálatas 5.22-23), sendo que isto somente será possível se a semente do evangelho for semeada em nossas vidas. Dependemos do semeador, que é o mesmo que rega e criou o sol e as chuvas, mas que espera que a terra faça o seu trabalho.

Estamos atentos ao evangelho? Já nos enfastiamos dele? Já desistimos de fazer o fruto germinar? O fruto não veio porque deixamos de lado o evangelho e nos preocupamos com as coisas da vida? Ou estamos perseverando em ver o produto do amor, da alegria, da paz, da paciência, da bondade, da benignidade, da fé, da mansidão e do domínio próprio ser desenvolvido em nossas vidas?

Quem não produz não tem serventia para Deus. Terra improdutiva receberá uma segunda chance, pois o semeador é paciente e misericordioso. Que não desperdicemos as oportunidades de sermos uma terra melhor. Que possamos abrir nossos corações e mentes para o adubo e cuidado de Deus em nossas vidas e não ignorarmos a santa semente da salvação, dada através do sacrifício de Jesus cristo!

Preservar uma vida natural é manter-se improdutivo espiritualmente.

Respondeu-lhes Jesus: É chegada a hora de ser glorificado o Filho do Homem. Em verdade, em verdade vos digo: se o grão de trigo, caindo na terra, não morrer, fica ele só; mas, se morrer, produz muito fruto. Quem ama a sua vida perde-a; mas aquele que odeia a sua vida neste mundo preservá-la-á para a vida eterna.”
‭‭João‬ ‭12:23-25‬ ‭ARA‬‬
https://www.bible.com/1608/jhn.12.23-25.ara

Jesus quis dizer que a sua morte geraria vida em nós. Se ele permanecesse vivo continuaria sendo o Unigênito Filho de Deus, mas por sua morte, transformou-se no Primogênito, nos dando a oportunidade de sermos filhos com ele!

A morte e ressurreição de Jesus foi a semeadura espiritual que se fez necessário em uma terra árida. Jesus aguardou a “abertura dos veios” a partir de João Batista (pregador do arrependimento), tornou-se a semente, e o Espírito Santo é a irrigação. Nossos corações são as terras a serem semeadas.

A terra que não se abre não recebe a semente. Não adianta pedir água se a semente não for depositada. Ocorre que a semente que não penetra no solo queimará na superfície! E “abrir o veio” é o arrependimento de nossos pecados.

Ouvi: Eis que saiu o semeador a semear. E, ao semear, uma parte caiu à beira do caminho, e vieram as aves e a comeram. Outra caiu em solo rochoso, onde a terra era pouca, e logo nasceu, visto não ser profunda a terra. Saindo, porém, o sol, a queimou; e, porque não tinha raiz, secou-se. Outra parte caiu entre os espinhos; e os espinhos cresceram e a sufocaram, e não deu fruto. Outra, enfim, caiu em boa terra e deu fruto, que vingou e cresceu, produzindo a trinta, a sessenta e a cem por um.
‭‭Marcos‬ ‭4:3-8‬ ‭ARA‬‬
https://www.bible.com/1608/mrk.4.3-8.ara

Somos a terra árida, que precisa ser preparada, adubada, semeada, irrigada e colhida. Muitas vezes não desejamos passar pelo processo, pois nos acostumamos a sermos áridos e sem vida. No entanto, este processo permitirá que sejamos frutíferos. Enquanto secos, nada acrescentamos e morreremos secos. Se nos abrirmos à Cristo, seremos abundantes em frutos espirituais.

Só Cristo é a semente. Podemos continuar a receber chuvas sobre nós, mas se não nos arrependermos e nos abrirmos para a semeadura, nunca seremos produtivos. A questão é se vamos ou não receber a semente!

Deus entregou Jesus para todos receberem a semente. Quem a recebe frutificará. Quem não a recebe, permanecerá improdutivo e morto eternamente! Eis porque é necessário nos arrependermos de nossos pecados. Se não reconhecemos que somos pecadores não entendemos que precisamos de um Senhor e salvador e, portanto, não precisamos da semente!

As diferentes situações onde a semente caiu mostram que o mundo busca impedir a semente de crescer em nós e cabe a cada pessoa cuidar de como esta semente será colocada. A explicação da parábola nos ensina que não é só nos arrependermos e recebermos a semente, mas que ela seja depositada e mantida como prioridade em nossas vidas. O descuidar dela é permitir que espinhos venham e a sufoquem.

Há um aspecto muitas vezes ignorado na salvação do homem. Recebemos Cristo porque Deus o enviou por amor. Não fizemos por merecer. A permanência em Cristo é uma atividade conjunta entre o Espírito Santo e nosso espírito. Só os que permanecerem cuidando da semente vão poder colher muito fruto. A palavra nos ensina que nem todos que chamam Cristo de Senhor entrarão no reino (Mateus 7.19-23).

Portanto, se desejamos ser como Cristo, ao nosso tempo seremos semente na vida de alguém e isto será quando estivermos prontos para morrermos para este mundo e vivendo para a eternidade. Os que aqui desejam viver, aqui morrerão. Os que morrerem para este mundo já estão frutificando para o reino definitivo, o espiritual!