#3_232 Religião e política

A religião pura e sem mácula para com o nosso Deus e Pai é esta: visitar os órfãos e as viúvas nas suas aflições e guardar-se incontaminado do mundo.
Tiago 1:27 NAA
https://bible.com/bible/1840/jas.1.27.NAA

Uma leitura superficial dirá que o papel da igreja é apenas espiritual com obras sociais. Ainda assim podemos pensar a respeito desta colocação. Como fazer obras sociais sem recursos? Como colocar de volta alguém em um trabalho se não há trabalho para ninguém? Quem sustenta financeiramente esta obra?

Quando os pobres começaram a ser ajudados pela igreja recém formada pelos apóstolos havia a doação de recursos de uma região para a outra. E de onde vinha o dinheiro? Do trabalho que existia ali! Eram centros sob o domínio romano ou grego, onde as pessoas trabalhavam e recebiam recursos para poderem ajudar a obra de Deus!

Tire os empregos, tire a iniciativa privada e toda a nação empobrece. Os ricos serão mais ricos quando houver monopólio para suprir as estatais e poucos manterão seus empregos. Teremos recessão, estado inflado, inflação, fome, desemprego, caos na nação. Assim são as ditaduras que se instalam sobre uma nação que não se posiciona no evangelho.

Se a Igreja precisa cuidar e recursos são necessários para tal, ela vai se manter calada e apenas orando a respeito ou fará o seu papel de cidadã terrena na nação onde está instalada? Erra muito quem verdadeiramente acredita que política não deve ser tratada pela Igreja. Calar-se diante do engano é pecado de omissão. Saber fazer o bem e não fazê-lo é pecado e falta de amor.

Não há candidato perfeito, somos homens e mulheres imperfeitos. Deus não é de esquerda ou direita e nem do centro. Deus é justo e ama sua criação, mas detesta o pecado e fará justiça sobre quem continua a promover e espalhar o pecado. Há uma clara agenda mundial contra o que o evangelho prega e todo Cristão que acredita estar fazendo o bem precisa conhecer para não compactuar e ser encontrado inimigo de Deus!

Deus odeia a violência, a imoralidade sexual, a mentira, o ódio e muitos outros pecados. Nenhum dos lados políticos hoje escapa em nenhum lugar do mundo, mas há uma diferença visível entre eles. Um prega que a sociedade precisa ter liberdade e o outro prega a centralização do poder no estado. Se ambos não observarem os mandamentos teremos caos social.

Quando vemos o descolamento visível de uma pauta religiosa não há como concordarmos com uma proposta. Sabemos onde vai dar e como será inviável fazer a obra de Deus em pouco tempo. Olhemos as nações a nossa volta. Missionários estão com muita dificuldade em apoiar países emprobrecidos por causa de ideologias. Ao invés de nos preocuparmos em avançar com a pregação vamos consumir todos os recursos com manutenção de vida porque o governo quer se manter no poder.

A Igreja precisaria se intrometer no governo para mudar a situação do país para, então, poder pregar o evangelho! Toda esta derivação de raciocício fizemos apenas a partir do entendimento que precisamos suportar órfãos e viúvas e não concordarmos com os valores do mundo que estão contra as Escrituras. Ou seja, só disto já vimos que não adianta fugir da política.

Jesus Cristo veio na primeira vinda para mostrar que não adiantava forçar a barra no nível político se as pessoas não fossem transformadas primeiro por dentro. Só assim reconheceriam sua vaidade e egoísmo para deixarem a esquerda e a direita e se tornarem aptos a ajudar o próximo. Tire a propriedade privada e rapidamente perderemos empregos e segurança. Tire a compaixão com as minorias e nos tornaremos insensíveis com aqueles que devemos cuidar e mostrar o caminho.

Jesus está para voltar e estabelecer um reino físico na terra, tanto nos corações como nos poderes das nações, pois está chegando o momento em que entendemos que há separação entre estado e Igreja, mas não pode haver separação entre a motivação de ajudar o povo. Quando isto ocorre no estado vira ditadura e quando ocorre na Igreja é religiosidade. Aqueles que estão saindo das igrejas que estão se politizando não entenderam a motivação. Pode ser que a liderança errou na explicação ou não soube tratar as diferenças de pensamento, mas desejar que a Igreja se mantenha calada neste assunto é não compreender o papel dela de influenciadora social.

Por isto há tanto medo dos governos e políticos quando a Igreja se une para definir uma linha a seguir. Sabe que ela se mobilizará e influenciará contra a manutenção de uma conduta que trará danos sociais de difícil reversão. Vejamos o que o profeta Isaías escreveu sobre toda a atuação do Messias:

O Espírito do Senhor Deus está sobre mim, porque o Senhor me ungiu para pregar boas-novas aos pobres, enviou-me a curar os quebrantados de coração, a proclamar libertação aos cativos e a pôr em liberdade os algemados, a apregoar o ano aceitável do Senhor e o dia da vingança do nosso Deus, a consolar todos os que choram e a pôr sobre os que choram em Sião uma coroa em vez de cinzas, óleo de alegria em vez de pranto, manto de louvor em vez de espírito angustiado. Eles serão chamados carvalhos de justiça, plantados pelo Senhor para a sua glória. Reconstruirão as antigas ruínas, restaurarão os lugares anteriormente destruídos e renovarão as cidades arruinadas, destruídas de geração em geração.
Isaías 61:1‭-‬4 NAA
https://bible.com/bible/1840/isa.61.1-4.NAA

Há o aspecto espiritual antes do material, para que haja a correta estruturação de corações e mentes para realizarem as obras de Deus na Terra. Logo após há a reconstrução do que fora destruído. Religião interfere na política porque é na política que as leis são determinadas. E leis definem o que deve e não deve ser feito, autoriza ou nega a execução de atividades, permite ou nega a liberdade! Sem política a favor da atividade da Igreja ela volta a ser marginalizada, perseguida e encontrada como inimiga da nação. E por que? Porque acreditou que devia se calar diante da conduta de interesses do mundo contra as pessoas.

A Igreja não deve governar a nação e nem o governo deve reinar sobre a Igreja que é de Cristo. O que deve acontecer é a Igreja influenciar os valores que entrarão no governo para que leis justas sejam construídas e mantidas. Que haja liberdade de expressão, de religião, de valores, de propriedade, de iniciativa privada para que, numa nação livre, haja menos pobreza e menos diferenças sociais. O mais incrível é como Satanás conseguiu cegar os que confiam que uma centralização no governo possa melhorar a vida do pobre. Pior é que a briga entre facções políticas tenham cegado alguns Cristãos que estão mais preocupados com elas do que ver para onde o mundo as está levando.

Se não olharmos para Cristo ficaremos cegos na escuridão. Cristo veio para salvar o pecador e não para permitir que continuasse no pecado e aceitando a multiplicação do pecado a sua volta. Você que é Cristão e vai permitir que se multiplique a iniquidade está se tornando inimigo de Deus e contrariou a fé. Podemos até deixar igrejas que não estão sabendo suas posições, mas não podemos deixar a Cristo por causa disto.

Se você saiu de uma igreja porque não concordavam com a sua visão olhe para Jesus e veja se a sua vontade era de ser aceito no grupo ou de fazer a vontade de Deus. A primeira te leva ao inferno onde quer que você esteja e a segunda te leva para o céu, onde quer que você esteja! Jesus voltará e estabelecerá um governo mundial com leis a serem respeitadas. Você acha que as leis dele serão diferentes dos Mandamentos de Deus? Ái daqueles que agora estão flexibilizando o evangelho…

#3_188 Primeiro sirvamos a Deus!

Pois o judeu Mordecai foi o segundo depois do rei Assuero, e grande para com os judeus, e estimado pela multidão de seus irmãos, tendo procurado o bem-estar do seu povo e trabalhado pela prosperidade da sua nação.
Ester 10:3 NAA
https://bible.com/bible/1840/est.10.3.NAA

Mordecai era uma homem interessado nas coisas do governo para que seu povo não sofresse durante o período do cativeiro. Não se dobrava à homens e era leal ao seu Deus, ao governador e ao povo. Livrou o rei da morte e também influenciou o mundo ao seu redor, fazendo com que rainha fosse de seu povo. Pelas mãos de Deus a sua influência foi tão grande a ponto de, como José no Egito, assumir a segunda posição do maior império de sua época.

Mordecai era um político e um estadista, mas antes de tudo, um servo de Deus para o seu povo. Não precisou mentir, corromper ou matar ninguém em seu caminho como fez o seu opositor. Aprendemos com Mordecai que Deus é soberano e só está à espera de homens e mulheres que se dediquem a serví-lo para que o bem prevaleça.

Em tempos de eleição podemos buscar Mordecai e Ester no meio de nossos políticos, pessoas que irão servir à Deus para servir ao seu povo. Que possamos seguir seus exemplos, todos nós, para que haja bastante opção em futuras eleições e não fiquemos preocupados com o destino da nação.

A influência de um servo de Deus transforma tudo à sua volta e até os que não o servem se submetem porque vêem Deus nessas vidas. Jesus está assentado à destra de Deus, reinando sobre todo a criação. Ainda assim nos permite fazer a nossa parte até que ele venha.

Estamos em tempos de eleição e ele chamará para si aqueles que ele enxergar o potencial para o serviço à poderosa nação celestial! Seremos vistos como corruptos (servem a si mesmos) ou servos da nação?

A resposta é que não importa o agora se Jesus não se aproximar de nós. Somente nele deixamos de ser corruptos e passamos a ser servos! Nascemos corruptos e somos regenerados pela presença de Deus em nós.

Portanto, busquemos a Cristo primeiro e, só depois, busquemos servir ao próximo. Se invertermos a ordem seremos como outros antes de nós que, desejando fazer o certo, transtornaram as nações porque o poder, luxúria e dinheiro corrompem quem não está verdadeiramente estabelecido no Senhor!

#3_170 A igreja e a política

Ora, antes disto, Eliasibe, sacerdote, encarregado da câmara da casa do nosso Deus, se tinha aparentado com Tobias; e fizera para este uma câmara grande, onde dantes se depositavam as ofertas de manjares, o incenso, os utensílios e os dízimos dos cereais, do vinho e do azeite, que se ordenaram para os levitas, cantores e porteiros, como também contribuições para os sacerdotes.
Neemias 13:4‭-‬5 ARA
https://bible.com/bible/1608/neh.13.4-5.ARA

Não é de hoje que a influência política encontra guarida no meio religioso. Importa que os destinos da nação estejam alinhados com a vontade de Deus, mas a igreja não pode se tornar uma sala ou quarto para a política.

O que muda a sociedade são corações transformados. Importa que os políticos estejam voltados para os preceitos divinos e as leis assim serão também. Igrejas não se preocupam com a política, mas com os políticos. São homens e mulheres que precisam de Deus e da sabedoria que vem do alto para trazerem paz e estabilidade à sociedade a que servem.

Há que se manter a separação do governo e religião, sob pena da religião ser contaminada pelo que o governo deseja. Tire-se as Escrituras como o fundamento da moral e da ética e perderemos até o senso de justiça. Sem o parâmetro divino imutável estaremos a mercê de leis que são transformadas e adaptadas às autoridades do momento.

E a igreja, quando adentra a política, acaba por se adaptar aos tempos alterando o padrão de Deus para a sociedade. O sacerdote Eliasibe assim o fez, desfazendo toda a aliança que o povo havia feito por meio de Esdras e Neemias ao retornar do cativeiro. E por que? Para se misturar aos interesses políticos do lugar.

Que nossos políticos possam buscar manter-se em comunhão com suas igrejas, recebendo apoio espiritual e sabedoria de Deus e não querendo forçar os interesses políticos aos que já possuem um Senhor que está acima de todas as nações e partidos! Políticos também servem a nação e muitas vezes terão de tomar posição em temas que as Escrituras condenam, mas a nação deseja para si. Que nestas horas respondam como políticos que não arrastem a igreja para as decisões que contrariam a sã doutrina e assumam seus cargos que buscam atender à sociedade.

Que as igrejas tratem os políticos como todo servo de Deus e os admoeste quando seguirem o caminho de Satanás. Não há como servir ao povo que se desvia de Deus como seu pastor. Políticos não são pastores de almas e pastores de almas não são políticos. Há que se romper com a visão errada do pastor político. Ali no governo são autoridades governantes do povo e não pastores de almas para o Senhor.

Quem deseja ser pastor que permaneça na igreja. Quem deseja ser político que não sirva no púlpito da igreja. O governante se submeteu à autoridade humana do governador e da sociedade, devendo seguir as leis e o partido a que se filiou. E estes não necessariamente estão alinhados aos preceitos divinos. Erra quem acredita que conseguirá permanecer ali sem ceder às leis a que se submeteu.

A igreja Cristã é contra o aborto, a corrupção, ao relacionamento sexual de pessoas de mesmo sexo e tudo o que as Escrituras nos dizem ser pecado. A sociedade pode pensar diferente e cabem aos políticos discutir e legislar sobre estes assuntos. Portanto, que em nossas igrejas possamos apoiar os políticos que se alinhem aos preceitos Bíblicos, mas que estes não estejam à frente da igreja. Que oremos por todas as nossas autoridades, para que a vontade da nação se alinhe com a vontade de Deus!