#4_62 Sejamos operadores da misericórdia!

Então Jesus perguntou: — Qual destes três lhe parece ter sido o próximo do homem que caiu nas mãos dos ladrões? O intérprete da Lei respondeu: — O que usou de misericórdia para com ele. Então Jesus lhe disse: — Vá e faça o mesmo.
Lucas 10:36‭-‬37 NAA
https://bible.com/pt/bible/1840/luk.10.36-37.NAA

O samaritano não fez vista grossa ao sofrimento alheio, ao sofrimento de uma pessoa que não era seu conhecido ou de seu país, ajudando alguém considerado indesejável. Diferentemente do sacerdote e do levita que se preocuparam mais com os seus afazeres, responsabilidades e risco pessoal, o samaritano deixou todas estas questões de lado para ajudar aquele que estava precisando.

Não há dúvidas de que este cenário se repete todos os dias a nossa volta. Pessoas sem teto, sem trabalho, sem saúde, sem esperança… Alguns arrancados de suas vidas pela dificuldade atual enquanto outras se deixaram enredar por drogas ou imoralidade sexual. Não importa, são necessitados que são indesejáveis e nos colocam em risco ao ajudá-los.

Podemos facilmente concordar com o sacerdote e o levita. Quem mandou passar por ali na hora errada? Não sabia que era perigoso? Também, foi se meter com quem? Não teve juízo? Não fui eu quem causou o problema, não tem nada a ver comigo. Por que me meter nesta história? Mas, compaixão é exatamente isto, sentir as dores de quem está sofrendo. Amar é arriscado, não há dúvidas.

No amor não existe medo; antes, o perfeito amor lança fora o medo. Ora, o medo produz tormento; logo, aquele que teme não é aperfeiçoado no amor.
1João 4:18 ARA
https://bible.com/pt/bible/1608/1jn.4.18.ARA

O samaritano amou. Deixou tudo de lado e se expôs ao risco de ajudar. Perdeu tempo, recursos, desviou seu caminho, cuidou das feridas, providenciou abrigo e pagou adiantado pelos próximos cuidados. Se não bastasse ainda ficou de voltar para ver se tudo ficou bem. Resolveu a necessidade e não cobrou o boleto. Fez porque julgou necessário por aquele que sofria.

Que possamos refletir neste exemplo dado nas palavras de Jesus que apontou como devemos amar nosso próximo. Cuidar das necessidades uns dos outros é mais do que falar, é agir. Que possamos assumir nosso compromisso com o nosso próximo. Começa nos círculos familiares e vai ampliando. Se nem com os nossos parentes ajudarmos então continuamos na avareza e no egoísmo, longe do amor de Deus! Ter somente para si é a armadilha de tratarmos o dinheiro como um deus.

Assumir riscos pelo próximo é o que nos torna semelhantes a Cristo e todos os apóstolos, martirizados porque amaram as pessoas mais do que a si mesmos. É um tratar de Deus, uma transformação diária. Deixar de pensar apenas em si mesmo não significa viver na pobreza ou não ter tempo algum para nós. É uma questão de propósito e sabedoria no uso dos recursos deste mundo. Não teremos necessidades por isso, mas certamente deixaremos de ter mais em prol de alguém. É uma virtude, uma questão de fé!