#3_115 Mateus 10:39

Quem acha a sua vida perdê-la-á; quem, todavia, perde a vida por minha causa achá-la-á.
Mateus 10:39 ARA
https://bible.com/bible/1608/mat.10.39.ARA

Perder a vida por amor de Cristo não é joga-la fora ou ser displicente com ela. Pelo contrário, é ter disciplina em não usá-la mais para si mesmo. Achar a vida, portanto, é viver segundo a nossa vontade e em favor apenas do que a nossa razão humana entende como prioridade.

O Senhor possui prioridades diferentes das nossas. Seremos chamados para sermos discipuladores em um mundo que não deseja ser discipulado. Iremos querer satisfazer mais aos nossos familiares do que a Deus.

Será que hoje permitiríamos que nossas famílias fossem violadas por causa da nossa forma de pensar e agir ou ficaríamos calados para não sermos atacados, acusados, caluniados, cancelados e até perseguidos?

Deixar de fazer o que deve ser feito por medo é diferente de se ter a estratégia certa para realizar nosso chamado. Achar a vida passa a ser um subterfúgio para evitarmos os conflitos por causa da nossa fé. É querer preservar a vida aqui nesta terra em detrimento da eterna nos céus.

Deus busca os que se apegam a Ele. Muitos que crêem deixaram família para segui-lo pois entenderam que era necessário dedicação exclusiva. Não podemos ignorar que primeiramente a humanidade precisa se desenvolver e crescer, e isso significa multiplicar-se. Deus espera que esta multiplicação seja debaixo do conhecimento a seu respeito.

Como isto aconteceria se todos os que o buscam deixassem de casar e constituir família? Há dons e dons, sendo um deles o de estabelecer a obra de Deus como única atividade por toda a vida. Não é para muitos. Ao mesmo tempo, viver a vida apenas do lar e do trabalho não é para muitos. Temos a necessidade de termos uma vida na terra e vivermos para a glória de Deus, sendo a segunda a nossa maior prioridade.

Ao glorificarmos a Deus teremos estabelecido uma dinâmica de buscar antes a sua palavra e aplica-la em nossas vidas. Cada um tenha este relacionamento com o Senhor e aplique os seus dons para que outros sejam beneficiados.

Ganhar e aplicar dons para apenas a família é um desvio do entendimento da obra de Deus. Nossa família é nossa obrigação imediata, mas não é a única. Se esquecermos disto estaremos buscando apenas para nós mesmos, garantindo nossa continuidade e vaidade. Isto já é encontrar a sua vida e não perde-la em prol do Senhor.

Deixar de lado nossa vontade e fazer a do Senhor é tomar a cruz e segui-lo. Ele nos chama para estabelecermos um reino de seguidores da graça e da misericórdia, mas também dá fé e do amor a Deus e ao próximo. Não é fácil e nem simples, pois exige desistir de nos justificarmos e vingarmos o mal recebido.

Não nos fechemos em conchas, pois quem assim o faz ignora o chamado. Sejamos corajosos e ousados como o mestre e vivamos para maximizar a edificação do reino de Deus. Nossas famílias serão cuidadas pelo próprio Senhor durante a nossa caminhada. É ele quem garante a nossa segurança e permanência nesta terra segundo o querer dEle!

#3_105 Mateus 7:12

Tudo quanto, pois, quereis que os homens vos façam, assim fazei-o vós também a eles; porque esta é a Lei e os Profetas.
Mateus 7:12 ARA
https://bible.com/bible/1608/mat.7.12.ARA

O evangelho nos ensina a semear o que desejamos colher. Muitos se entristecem por não receberem o que desejam onde estão e saem para buscar em outros lugares. Esquecem-se que se não mudarmos esta questão continuará sendo assim depois de nós. Temos uma opção em nossas vidas, de reclamarmos ou começarmos a fazer o que acreditamos que devia ser feito.

Isto deve ocorrer em todas as áreas de nossas vidas! Se em nosso trabalho não há gentileza, sejamos gentis. Se não há lealdade, sejamos leais. Se em minha família não há amor, que amemos primeiro. Se não recebi perdão, perdoarei primeiro.

Fomos colocados por Deus nesta vida para fazermos diferença e não para sermos mais um a reclamarmos. Aliás, murmuração é coisa do diabo e seus seguidores. Se sou de Cristo darei fruto onde estiver.

Não preciso sair de meu país apenas para ser melhor ou apenas receber o que desejo, mas posso e devo sair se for para me tornar melhor e voltar para transformar aqueles que não tiveram a mesma oportunidade. Também podemos ir para transformar aquele lugar, mas isto significa que os que lá estão não deram este passo primeiro.

Precisamos decidir a respeito de nosso egoísmo. Se vivo para mim, então minhas decisões de vida serão para maximizar a minha satisfação pessoal. Se vivo para Cristo, iremos decidir maximizar os efeitos para o reino. Isto significa ir na contramão da razão meramente humana, autopreservação e tantas outras coisas que nos tornam nossos senhores. Se sou de Cristo já não decido para mim, mas por causa dele.

Podemos enriquecer, mas para que seja para enriquecer a outros também. Podemos crescer em todas as áreas para que Deus seja glorificado através de nossas vidas, mas isto certamente significará ser útil para as pessoas. Olhemos para as nossas decisões e vejamos por que estamos onde estamos. Se não for para o Senhor então é para nós, e isto mostra que ainda precisamos nos render aos seus pés.

Cristo deu sua vida para que nós tivéssemos vida e cabe a cada um de seus discípulos entregar nosso tempo e recursos para que o reino cresça de todas as formas. Desenvolvemos um mundo melhor, para que outros recebam como gostaríamos de tê-lo encontrado! Assim Deus é glorificado e nosso legado preservado para toda a eternidade.

#3_99 Marcos 6:34

Ao desembarcar, viu Jesus uma grande multidão e compadeceu-se deles, porque eram como ovelhas que não têm pastor. E passou a ensinar-lhes muitas coisas.
Marcos 6:34 ARA
https://bible.com/bible/1608/mrk.6.34.ARA

Não temos um pastor indiferente às nossas necessidades, mas um que nos compreende e cuida de nós. Aquela multidão seguia desesperadamente a Jesus, pois nele encontraram consolo, cura e alimento.

Temos seguido o mestre por causa das mesmas necessidades? Depois de um tempo poderemos dizer que estamos saciados? A fome volta quando não há alimento e o cansaço volta quando não há descanso.

Jesus é o nosso porto seguro, nossa guarida diante das dificuldades, nosso protetor em meio às guerras e inimigos. Nele somos fortalecidos para podermos crescer de maneira sadia e completa.

Busquemos o ensino de Cristo, pois só assim iremos alcançar a plenitude da graça de Deus para as nossas vidas!

A comissão não deve ser executada com displicência!

Jesus, aproximando-se, falou-lhes, dizendo: Toda a autoridade me foi dada no céu e na terra. Ide, portanto, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo; ensinando-os a guardar todas as coisas que vos tenho ordenado. E eis que estou convosco todos os dias até à consumação do século.
‭‭Mateus‬ ‭28:18-20‬ ‭ARA‬‬
https://bible.com/bible/1608/mat.28.18-20.ARA

Voltando-nos para entender a Grande Comissão percebemos que Jesus enviou seus discípulos, os tornando apóstolos (que significa enviado) para realizar esta tarefa em terras além das fronteiras de Israel. Podemos dizer que a missão tanto do discípulo como do apóstolo consiste em discipular, mas que o apóstolo será enviado como um missionário para estabelecer este trabalho em localidade que não esteja a seu alcance naquele momento.

Se observarmos que a igreja é o corpo de Cristo na Terra, tanto o apóstolo como o discípulo recebem autoridade para discipular a outros, sob a direção do Senhor Jesus que é o cabeça da igreja. A base da missão é o ensino do que Cristo ordenou pelo evangelho da cruz, não havendo outro ensino que este.

Sobre isto precisamos nos debruçar, pois ensinar exige várias prerrogativas. A primeira é conhecer sobre o assunto que se irá ensinar. Temos visto na educação como é ruim aprender sobre um assunto quando o professor é substituto e esta disciplina não é a de sua formação, estando ali apenas para preencher o espaço daquele que está ausente. Se formos deste tipo de professor só iremos tentar passar a lição de maneira superficial, sem compreender os fundamentos e evitando entrar em assuntos que temos dúvidas a respeito, passando insegurança para os que nos ouvem.

A segunda questão é a didática. Muitos não possuem a capacidade de transmitir com empatia e discernimento sobre o conteúdo que domina. Podemos ter a terrível experiência de querermos enfiar na cabeça das pessoas aquilo que para nós é óbvio, nos trazendo frustração quando não há aprendizado, mas de quem será a culpa? Do que não está conseguindo aprender ou daquele que não tem a expertise de ministrar de acordo com a sua audiência? Podemos ensinar crianças e adultos da mesma forma? Homens e mulheres aprendem com os mesmos exemplos? Pessoas cultas e simples? Ricos e pobres? Saber entender os ouvintes é um ponto importante para se adequar o ensino.

Basta falar e as pessoas irão aprender? E se não aprendem as iremos colocar de castigo? Farei isto com os pequenos e os grandes? Com os que têm entendimento de seus atos e os que não têm? Erramos quando colocamos as pessoas todas no mesmo nível e somos impacientes ao buscar compreender o motivo do seu não entendimento sobre o que estamos tentando ensinar. Cada pessoa passou por experiências que podem ajudar ou atrapalhar o ensino. Jesus Cristo trata no individual quando cuida de nós!

A pedagogia ajuda a entendermos estas coisas e a raiz desta palavra nos remete no cuidado de levar pelas mãos até o ensino. Não é simplesmente falar, mas conduzir ao aprendizado. Repetir uma pregação não garante aprendizado de ninguém. O Espírito Santo traz o entendimento à nós sobre coisas que ouvimos várias vezes e passaram desapercebidas de nossas mentes. Assim o Espírito Santo é o nosso melhor discipulador, mas o Senhor nos comissionou para fazermos a nossa parte neste processo. O Espírito irá nos auxiliar tanto no aprendizado como no ensino, pois é Deus em nós, nos habilitando na obra espiritual que precisamos em nossas vidas.

O principal é que o discipulado a respeito de Cristo começa no amor. Sem amor irei passar a doutrina sem a perspectiva correta. Serei como um professor substituto, pois evangelho é amar a Deus e ao próximo e não se ensina isto se não soubermos o que é e não vivermos de verdade, ou ao menos buscando viver esta verdade! Por isso não há discipulado verdadeiro sem a presença do Espírito Santo que nos traz o dom do amor, pelo Fruto do Espírito! Discipuladores de Cristo que não possuem a natureza de Cristo serão religiosos, julgadores que irão espancar seus aprendizes e os deixarão cansados e reprovados, ainda que saibam decorados os versículos bíblicos.

Discipular é viver a vida com Cristo e transmitir a Cristo através de nossas vidas. Ninguém nasce sabendo e passaremos pelo processo de aprendizado até podermos ensinar. Cada um no seu tempo, com a ajuda da igreja. Sem discipulado a igreja deixa de existir na Terra e o mundo permanece sem o amor de Deus trazido por Cristo. Iremos negligenciar tão grande comissão? Comecemos por conhecer a Cristo! Sem o fundamento não teremos autoridade sobre falar do Senhor, e poderemos achar que estamos apontando para ele, mas é provável que estaremos afastando as pessoas do caminho.

Que não sejamos negligentes e nem displicentes com a comissão de sermos discípulos e discipuladores. O caminho pode ser difícil, mas a recompensa é sermos recebidos pelo próprio Cristo na chegada nos portões celestiais! Que dia glorioso será!!!!

Ano 2#188

Somos funcionários ou soldados de Cristo?

Ora, tendo acabado Jesus de dar estas instruções a seus doze discípulos, partiu dali a ensinar e a pregar nas cidades deles.
‭‭Mateus‬ ‭11:1‬ ‭ARA‬‬
https://www.bible.com/1608/mat.11.1.ara

Há várias formas de se tentar liderar. A de Jesus é a baseada no discipulado. Ele mostra o que fazer, ele explica como fazer e ele pratica tudo o que pretende que as pessoas façam. É a mesma forma como se faz nas Forças Armadas e outras entidades que ensinam aqueles que recebem na organização.

É muito diferente de uma empresa onde as contratações são baseadas em perfis profissionais de quem já tem um mínimo de conhecimento para assumir a vaga e vai completar a adaptação vendo outros trabalharem e se virando para permanecer útil à organização.

Empresas mandam embora os que estão servindo mal e contratam novas pessoas. Descartam os que não atingem o desempenho esperado. Na vida militar não se deixa um soldado para trás e os que estão fazendo de maneira inadequada sofrem repreensões, prisões, passam por nova instrução, até que se ajuste aos demais.

A filtragem é antes de entrar, em uma avaliação rigorosa. Depois que entrou, tudo será feito para que todos cheguem juntos e a vitória seja de todos. É claro que sempre haverá os que fazem bem feito desde o início, mas todos devem atingir o padrão mínimo esperado.

Como é o Reino de Deus? Como uma empresa que manda embora os que não se ajustam ou como um exército que filtra na entrada e leva todos à conquista?

Jesus disse que enviaria o Consolador, o Espírito Santo que nos capacitaria em santificação para que chegássemos ao padrão de Cristo! Também disse que nenhum dos dele seria tirado de suas mãos. Ainda, que os que perseverassem até o fim seriam vitoriosos com ele e receberiam a coroa da vida!

Jesus Cristo não é um diretor de empresa ou dono para mandar embora quem não está trabalhando bem. Ele contrata pessoas incapazes e as capacita em amor, dando muitas oportunidades para que se ajustem ao padrão do cidadão celestial.

Jesus é um general que conduz pela experiência, pois viveu entre nós e venceu o pecado e a morte! Ele nos chama a participarmos das batalhas espirituais para alcançarmos vidas para o seu reino! E fazemos bem em buscar nos aprimorarmos em obediência e compromisso com a obra de Deus!

Não somos dos que deixam os feridos para trás ou desistimos dos que estão com baixo desempenho. Jesus não desistiu de nós enquanto pecadores. Nos chamou, selecionou e aprovou para estarmos em seu exército. Então, nos capacitará e nos mostrará como atingirmos o objetivo e nos alegraremos com ele por toda a eternidade!

Estamos ganhando ou perdendo nossas vidas?

“Dizia a todos: Se alguém quer vir após mim, a si mesmo se negue, dia a dia tome a sua cruz e siga-me. Pois quem quiser salvar a sua vida perdê-la-á; quem perder a vida por minha causa, esse a salvará.”
‭‭Lucas‬ ‭9:23-24‬ ‭ARA‬‬
https://www.bible.com/1608/luk.9.23-24.ara

A mensagem do evangelho é que estamos sendo convidados a nos transformarmos em pessoas que vivam a verdade que Cristo viveu entre nós. Ao aceitarmos o convite receberemos o Espírito Santo que será nosso ajudador no caminho.

Em nenhum momento Jesus diz que será fácil ou que simplesmente não precisamos fazer nada além de recebe-lo como Senhor pela fé. Quem recebe a Cristo recebe um chamado para se tornar em Cristo!

É segui-lo tomando a cruz também. É decidir viver sem pecado, amar a quem não se importa, mudar a indiferença à nossa volta, é semear amor onde há ódio, estabelecer a luz onde há trevas, é falar de Deus onde ninguém deseja ouvir, é sair do caminho do inferno e resgatar outros conosco, é ter a Deus como Pai e agir conforme o Filho agiria em nosso lugar!

Mas, alguém dirá que isto é impossível e que Jesus já fez tudo na cruz por nós. Sim, ele já salvou a quem crer nele, mas o chamado é também para viver aqui como ele! E esta vida que iremos levar também depende da graça de Deus, mas a nossa parte não há como delegar ou ignorar.

Homens e mulheres de Deus decidiram deixar o pecado. Arrependeram-se e agora estão em crescimento espiritual porque atenderam ao chamado. Se você já foi recrutado em uma Força Armada ou em uma empresa então precisou se ajustar às normas organizacionais para poder trabalhar naquele ambiente.

Assim, para que o Cristão promova o reino de Deus ele precisa ser transformado em um cidadão do reino. Um embaixador de Cristo traz a mensagem do mestre, e esta mensagem é o amor a Deus e ao próximo. Amar a Deus é amar ao próximo. Como digo que amo a Deus e não me importo com o que está acontecendo à minha volta?

Os problemas que as pessoas enfrentam não necessariamente são meus, pois não decidi por elas. Mas, posso interceder, ajudar a resolver ou suporta-las nas dificuldades. Assim Jesus faria, assim devemos fazer. E isto é decidir todos os dias a abrir mão de só pensarmos em nós e só trabalharmos em proveito próprio. Perder a vida por amor a Cristo é isto! E carregar a cruz é sofrer pelos outros, por amor. Sofrer por ve-los no caminho do pecado e não saberem como sair. É guia-los como Cristo fez por nós.

Não iremos justificar a ninguém fazendo isto. Jesus é quem justifica o pecador arrependido que se entrega ao seu senhorio. O que iremos fazer é sermos discipulados e discipuladores do reino de Deus, transformando-nos em filhos de Deus, herdeiros de Deus, co-herdeiros de Cristo, servos do Deus altíssimo e feitos a imagem e semelhança de Deus! Isto é o que somos na eternidade e é isto que devemos buscar viver desde agora.

Cristo em nós é uma vida transformada todos os dias, até que nos encontremos com ele na eternidade! E agora? Estamos caminhando com e para Cristo ou continuamos na ignorância de vivermos para nós? Já entendemos que há uma cruz a carregar ou continuamos só olhando e nos convencendo de que Deus vai fazer tudo e nós não faremos nada? Se assim fosse o pecado não faria sentido, nem o inferno e nem Cristo!