#3_145 Primeiros e Últimos

E todo aquele que tiver deixado casas, ou irmãos, ou irmãs, ou pai, ou mãe [ou mulher], ou filhos, ou campos, por causa do meu nome, receberá muitas vezes mais e herdará a vida eterna. Porém muitos primeiros serão últimos; e os últimos, primeiros.
Mateus 19:29‭-‬30 ARA
https://bible.com/bible/1608/mat.19.29-30.ARA

Jesus usa uma forma de linguagem que nos confunde em nossa língua. Como últimos podem ser primeiros e primeiros últimos? Ele está a dizer a respeito de momento de chegada no Reino versus posicionamento em autoridade no Reino de Deus.

Dependendo de quando eu me converto posso chegar muito mais cedo do que outras pessoas, mas posso exercer minimamente o poder espiritual e ter pouca efetividade no Reino de Deus. Entendendo que Jesus sempre nos fala que haverá diferença de galardão e posicionamento no Reino, entendemos que haverá graduação de responsabilidades de acordo com o desempenho que aqui obtemos para a obra de Deus.

Assim, as obras feitas em vida trazem um acúmulo de galardão no céu. Como usamos os recursos aqui refletirão em nossas vidas lá. Não para salvação, mas para galardão. Ser último ou primeiro de chegada não importará lá nos céus, pois só depende de quando Deus se revela para nós aqui. Ser último ou primeiro lá, vai depender do esforço empregado depois de nossa conversão.

Qual o nosso empenho para o Reino de Deus? Para alguns é apenas um lugar recebido de graça. Para outros é o maior tesouro que poderíamos receber! Como enxergamos o Reino faz toda a diferença em nossa conduta hoje e amanhã. Quem mais reconhece seus pecados perdoados terá maior empenho em gratidão.

Importa olharmos para o mestre e entendermos nosso chamado. Alguns de nós precisarão deixar tudo, outros nem tanto. Mas, acabaremos por deixar para trás pessoas ou empregos ou circunstâncias para podermos atingir nosso propósito e isto é abrir mão de nossas vidas. Em maior ou menor grau estaremos colaborando com o Reino e atingiremos alguma escala de galardão.

Verdadeiramente não devemos nos importar com o quanto atingimos, pois sempre poderemos fazer mais ou menos, mas se estamos onde o mestre espera que estejamos. Com ele estaremos eternamente e é bom que entendamos isto desde já!

#3_144 Mateus 18:3

E disse: Em verdade vos digo que, se não vos converterdes e não vos tornardes como crianças, de modo algum entrareis no reino dos céus.
Mateus 18:3 ARA
https://bible.com/bible/1608/mat.18.3.ARA

Converter-se e se tornar como uma criança são demonstrações de uma nova vida em Cristo. Nele é que podemos fazer estas coisas. Que obras faríamos para nos tornarmos como crianças? Com este pensamento é que Nicodemos (João 3) perguntou a Jesus como alguém poderia nascer de novo já sendo velho.

Isto é espiritual e não carnal. Não são obras de ações feitas pela mão do homem, mas pela regeneração só existente em Cristo. Ser criança é ter um coração sem malícia, sem maquinar o mal e nem guardar o mal recebido. É poder iniciar o dia sem as marcas do dia anterior.

Crianças não estão em busca de poder, posição ou condição social. Vivem pelo prazer e brincam sem se importar a respeito de onde veio a outra criança. Os que já estão pensando nestas coisas já deixaram de ser crianças pois já se preocupam com coisas de adulto malicioso. Crianças que são racistas, ou isolam os menos favorecidos, já não andam em pureza de coração.

Se deixamos a fase da inocência então precisamos nos converter de nossos pensamentos e ações. Se não formos como crianças não poderemos adentrar no Reino de Deus. E para o sermos precisamos de Cristo, o Salvador e Senhor! Sem Cristo continuaremos adultos maliciosos e de fora do Reino. Importa-nos buscar a Cristo!

#3_142 Lucas 9:7-8

Ora, o tetrarca Herodes soube de tudo o que se passava e ficou perplexo, porque alguns diziam: João ressuscitou dentre os mortos; outros: Elias apareceu; e outros: Ressurgiu um dos antigos profetas.
Lucas 9:7‭-‬8 ARA
https://bible.com/bible/1608/luk.9.7-8.ARA

Desde novo aprendemos que quem não deve não teme. Herodes ficou com medo pois havia mandado matar a João Batista e não estava entendendo o poder de Jesus naqueles dias. Saber que fizemos algo de errado traz o peso da justiça divina sobre as nossas vidas.

A grande questão é quando já não nos importamos mais com isto. É quando continuamos a viver sem considerar que em um determinado momento seremos chamados a justificar nossos pecados. Outra questão ocorre quando, mesmo conscientes de nossa condição não deixamos de realizar as obras do pecado, aumentando a conta da injustiça contra nós mesmos.

E foi isto que ocorreu com Herodes. Ainda que soubesse o mal que praticou não deixou de continuar na mesma vida. Teve vontade de ver a Cristo, mas não de conhecê-lo pessoalmente como o Filho de Deus. Se Jesus for uma mera doutrina, ou literatura, ou um talismã, ou apenas mais um profeta ou guru, de nada valerá em nossas vidas.

As palavras de Jesus só nos dão poder de transformação interior quando ele se torna nosso salvador e Senhor. Se Cristo não se revelar pessoalmente a nós não haverá mudança de vida e nos decepcionaremos com ele e seus discípulos.

Sem sermos transformados pelo perdão de nossos pecados continuaremos apenas a sentir o julgamento que nos aguarda, um vazio interior e o medo do dia da morte que se aproxima. Há uma consciência interior que nos revela que é verdade, que um dia prestaremos conta ao criador. Importa conhecermos a Cristo, a salvação vinda de Deus, para remissão de pecados, não uma doutrina, regras de bem viver, mas o próprio salvador do mundo!

Se estamos com medo de Jesus então é hora de pedirmos perdão dos nossos pecados, pois foi para isto mesmo que ele se revelou para todos nós. No perdão de Cristo há salvação eterna, justificação divina para o pecador. Nele não somos mais cobrados pelo pecado praticado, mas passamos a ser impulsionados para as obras de arrependimento.

Cristo é Senhor e devemos ir aos seus pés! Na sua cruz somos sarados, perdoados, justificados, regenerados e santificados! Sem ele permaneceremos culpados e sem esperança, o medo permanece e a incerteza da vida eterna…