#3_158 Deus gosta dos filhos unidos em torno da mesa!

E perseveravam na doutrina dos apóstolos e na comunhão, no partir do pão e nas orações.
Atos 2:42 ARA
https://bible.com/bible/1608/act.2.42.ARA

Em épocas onde o home-office está sendo defendido com unhas e dentes também há um movimento tentando justificar a permanência de Cristãos que participam de igrejas apenas de casa. Uma coisa é isolamento social por causa de pandemia, outra é achar que podemos crescer no entendimento de Cristo dando likes em mensagens por YouTube, conversas em chats de WhatsApp e fotos de Instagram.

Há igrejas que se reúnem em casas e outras que se reúnem em prédios, mas no metaverso a coisa é diferente, pois as pessoas não estão verdadeiramente em comunhão conosco. O risco de se associar a pessoas, ir até onde se encontram, comerem juntas faz com que muitos usufruam da “segurança” de seus lares.

Mas a demanda do Evangelho vai além do potencial da tecnologia que as coloca no mesmo ambiente virtual. Não posso fazer tudo o que o Evangelho exige de mim no metaverso, embora possa fazer grande parte de maneira até eficiente!

Também não podemos achar que ir até a reunião fisicamente me torna um bom praticante. Exige participar da vida, seja nas alegrias ou tristezas, nas atividades, no servir ao próximo. Ir e se sentar na cadeira sem se comprometer em servir, sem conhecer pessoas, sem ser conhecido por elas, pode ser tanto realizado no meio físico como no metaverso. E não é isto que esperamos que aconteça.

Igreja persevera no conhecimento de Cristo, em orar juntos, em comer juntos e em estar juntos. O comer juntos faz mais diferença do que possa parecer inicialmente. Quem vai em conferências sabe o valor do coffee-break! É a hora de trocar cartões e expor o que está desenvolvendo. Nada substitui um encontro informal no meio de uma reunião.

Ainda que reuniões virtuais sejam aprimoradas com avatares e salas especiais para reproduzirmos tais características não estaremos necessariamente desenvolvendo o serviço ao próximo, o olhar silencioso de compaixão ou enxergar o milagre da oração diante de nós. A tecnologia é boa para nos aproximar ou afastar, ajudando na formação e na estruturação de times. Mas, nada substitui o relacionamento pessoal que nos torna o que somos.

Creio que a tecnologia irá desenvolver meios até de nos abraçarmos virtualmente e não está nada longe disto, e será uma solução para os que estão distantes e não podem viver juntos. Mas, por que tornar isto normal se moro na mesma cidade ou bairro? Temos medo de andarmos juntos? O medo não aperfeiçoa e nos impede de nos aceitarmos como somos.

O perigo da igreja virtual é vivermos apenas na zona de conforto, sem enfrentamentos as dificuldades que naturalmente são geradas no convívio físico. Sem tais coisas não podemos garantir que amamos de verdade. Cuidemos para que um Home-Church onde ficamos ligados virtualmente não seja a única maneira de nos conectarmos às nossas igrejas. Deve ser um incremento de possibilidades no servir, mas não um substituto da nossa atividade para o Senhor.

Cultos são feitos para nos reunirmos e cultuarmos juntos a Deus. Pela internet não ouvimos as demais pessoas à nossa volta, não enxergamos os rostos marejados de lágrimas. Os cânticos entoados sem estarmos no meio do povo não nos toca da mesma forma e acabamos por não estarmos conectados no Espírito Santo na mesma intensidade. Ainda que nos alimentemos de uma boa pregação estará sendo para nós e não é o único objetivo do culto que é feito para Deus.

Que possamos olhar da perspectiva do Pai que gosta de reunir em sua mesa os seus filhos e não ficar falando com eles em separado pelo telefone! Como Ele gosta de olhá-los unidos para louvor e adoração da Sua presença! O metaverso é bom, mas que seja usado em complemento e não como substituto!