#3_169 O jejum que agrada a Deus!

Porventura, não é este o jejum que escolhi: que soltes as ligaduras da impiedade, desfaças as ataduras da servidão, deixes livres os oprimidos e despedaces todo jugo? Porventura, não é também que repartas o teu pão com o faminto, e recolhas em casa os pobres desabrigados, e, se vires o nu, o cubras, e não te escondas do teu semelhante?
Isaías 58:6‭-‬7 ARA
https://bible.com/bible/1608/isa.58.6-7.ARA

Jejuns tem por objetivo nos submetermos à vontade de Deus. Na ausência do alimento e da bebida estamos esmurrando o corpo para que o espírito prevaleça e a vontade de Deus seja feita em nossas vidas. Nossa obediência não precisa do jejum, mas é certo que fazê-lo nos faz pensar mais nas coisas de Deus! Precisamos não só pensar, mas fazer também!

A hipocrisia ocorre quando anunciamos a intenção e não passa de meras palavras. O mesmo ocorre nos jejuns, onde estamos dizendo a Deus que o estamos buscando mas não paramos para ouví-lo. O jejum deve ser acompanhado de um tempo de meditação e serviço. Se isto não ocorrer vira regime e sacrifício.

Deus olha para as nossas intenções e nos orienta em nossos propósitos. O jejum visa nossa transformação interior e não a barganha com Deus. Erra quem espera receber mais poder do alto para realizar a obra de Deus, como se jejuar fosse ir ao banco celestial. Deus distribui os dons e poder segundo a vontade dEle e muitos que não jejuaram foram usados por Deus.

O jejum nos faz parar para refletirmos nossas ações e reconhecer as misericórdias recebidas. É para nos mostrar quem somos e como dependemos de Deus. Na fome da carne estamos buscando o pão de Deus, que sai da boca do próprio Senhor. É um exercício pessoal que nos capacita a termos mais fé.

Nos jejuns nos estabelecemos mais em Deus do que na nossa carne. Por isso nossa vida muda, pois o experimentamos mais e a ousadia espiritual surge em nós. E isto deve nos mover ainda mais para todo tipo de obras. Este é o jejum que agrada ao Senhor e não o sacrifício pessoal enquanto continuamos a fazer as nossas coisas.

Os discípulos não jejuaram enquanto Jesus estava com eles. Após a sua ascensão o buscaram nos jejuns. Os presbíteros jejuavam antes de tomar decisões importantes e recebiam a direção do Espírito Santo. Comunhão com Deus exige pararmos e meditarmos. Se necessário jejuemos.

Com cuidado e dedicação atentemos para a saúde física, pois muitos querendo exercer esta virtude extrapolam suas capacidades. Deus não quer o sacrifício, mas a transformação do coração. Nas batalhas espirituais estaremos firmes enquanto conhecermos que o poder vem de Deus e não de nós mesmos. Se quisermos nos encher de poder de Deus clamemos a Ele e nos humilhamos, pois Ele dá a quem pede. E isso pode exigir um jejum mais profundo.

O jejum revela o desejo de coração para Deus e, se feito para se mostrar aos homens, de nada servirá para nossa edificação. Busquemos o Senhor como Cristo nos ensinou. Se a carne está atrapalhando que possamos jejuar. Nossa fome espiritual deve sobrepujar a natural, mas tudo seja colocado diante de Deus e não como vaidade diante dos homens.

Quando jejuardes, não vos mostreis contristados como os hipócritas; porque desfiguram o rosto com o fim de parecer aos homens que jejuam. Em verdade vos digo que eles já receberam a recompensa. Tu, porém, quando jejuares, unge a cabeça e lava o rosto, com o fim de não parecer aos homens que jejuas, e sim ao teu Pai, em secreto; e teu Pai, que vê em secreto, te recompensará.
Mateus 6:16‭-‬18 ARA
https://bible.com/bible/1608/mat.6.16-18.ARA