Amar é também saber criticar!

O amor é paciente, é benigno; o amor não arde em ciúmes, não se ufana, não se ensoberbece, não se conduz inconvenientemente, não procura os seus interesses, não se exaspera, não se ressente do mal; não se alegra com a injustiça, mas regozija-se com a verdade; tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta.
‭‭1Coríntios‬ ‭13:4-7‬ ‭ARA‬‬
https://www.bible.com/1608/1co.13.4-7.ara

Revisitando a definição de amor na visão de Paulo, percebemos como amar é não limitar a sentimentos, mas perseverar em atitudes em prol de alguém. Amar é proporcionar o melhor de nosso caráter em benefício de outra pessoa, sem contudo estar esperando o mesmo ou qualquer retorno. É doar-se voluntariamente sem esperar reciprocidade.

Quando vemos isto e meditamos passamos a perceber que o alvo é proporcionar a edificação, consolo, conforto e oportunidade a alguém dentro do que estamos em condições de realizar, para que esta pessoa venha a ter também prosperidade espiritual em Deus. Não adianta promover tudo o que posso em prol de alguém sem que esta seja conduzida na direção de Deus, pois isto não será amor de verdade, mas criar uma redoma e colocar alguém ali dentro para nosso louvor e adoração.

Neste cuidado, gostaria de evidenciar que não amamos quando nossas críticas não se revelam edificantes, se tornando apenas piadas ou maneiras de alfinetar alguém. Se não é para edificação, então que não falemos, pois isto não é amar. Nossa vaidade por não entendermos o por que das pessoas tomarem algumas atitudes tiram o foco da melhoria delas e aponta para nosso interesse pessoal em sermos atendidos e não o contrário.

Amor não considera a nossa vaidade, mas a necessidade alheia. Não somos o parâmetro, mas a palavra de Deus é. Devemos olhar a palavra e ministra-la na vida de quem estamos amando, para refletir o amor de Deus e não o nosso. Tratar as pessoas segundo o que eu vejo não é o sublime, mas é o que podemos fazer no momento. Se não crescermos espiritualmente não cresceremos no amar, pois é uma atividade que exige visão espiritual e é Fruto do Espírito Santo em nós.

Que os desejos de amarmos a Deus e ao próximo sejam a nossa prioridade de vida de verdade. Se não forem estaremos vivendo apenas religiosidade não edificante, mas destruidora. Que a nossa crítica seja para edificação. Exortemos com amor e não para pormos mais carga sobre aqueles que estamos buscando amar. Sejamos líderes que lideram por exemplo e não chefes que mandam fazer o que não fazem!

Cuidemos de como criticamos as atitudes das pessoas, pois o objetivo deve ser conduzi-las ao bom proceder e prosperidade, e não afunda-las em tormentos e tristezas. O amor é o dom supremo e a representação máxima do que podemos entender como Deus em nossa limitada capacidade de compreensão. Sejamos imitadores, a imagem e semelhança de Deus, pois é o nosso chamado de adoradores do Pai!

Ano 2#81