#3_229 A culpa não é das estrelas!

Por isso, você é indesculpável quando julga os outros, não importando quem você é. Pois, naquilo que julga o outro, você está condenando a si mesmo, porque pratica as mesmas coisas que condena.
Romanos 2:1 NAA
https://bible.com/bible/1840/rom.2.1.NAA

Somos míopes a nosso próprio respeito, nos julgando diferentemente em relação ao nosso próximo. Nele vemos com facilidade e apontamos rapidamente os defeitos, mas não é assim conosco. Tirando o problema da autoestima de alguns, em geral somos mais carrascos com as pessoas do que a respeito de nossas atitudes e pensamentos.

O evangelho nos condena por sermos tão pecadores quanto o nosso próximo mas não nos acharmos assim. Falamos de alguém que rouba ao erário público mas queremos burlar o pagamento de um imposto quando não concordamos com isto. Jesus nos ensina a dar a César o que é de Cesar e a Deus o que é de Deus.

Para tanto não podemos usar escalas pessoais, somente uma absoluta dada por Deus para ser nosso parâmetro de vida e morte. Enquanto aquele que desconhece a vontade de Deus burla seus mandamentos, porque não se importa com eles, aqueles que conhecendo esta vontade e confiando que obedecê-la o torna justo erram por confiar em si mesmos.

Tanto um como o outro se condenam, porque confiam em si mesmos e não na vontade de Deus. O segundo grupo possui uma religiosidade vã que critica sem viver pela fé exatamente como o primeiro grupo chamado de ímpios. Enquanto o primeiro deseja viver longe de Deus o segundo diz viver perto mas seu coração está longe. A respeito destas duas atitudes Jesus contou a Parábola do Filho Pródigo.

Se não for pela fé, então será por obras. Mas ninguém é salvo por obras e, portanto, erraremos quando acharmos que somos bons porque obedecemos. Somos pecadores justificados em Cristo e não pessoas perfeitas chamadas para o céu! A diferença entre o salvo e o não salvo é Cristo. Sem ele não há diferença alguma porque todos pecaram e pecam se não houver ação transformadora do Espírito Santo.

Assim, a crítica deve ser seguida pela oração e ação em graça redentora para que não venhamos a cair em condenação. Se já fomos alcançados por Cristo louvemos a Deus. Se não, clamemos por misericórdia. Sem ele continuamos sem justificação e a graça não nos alcançou ainda. Julgar o próximo serve para vermos de onde Cristo nos tirou, mas não para nos acharmos superiores.

Julgar é para tomar a atitude de ajudar e não de enterrar. Estender a mão e não pisar. De entender a graça de Deus através de Cristo e multiplicar esta graça onde é necessário. Cuidemos em como enxergamos a criação de Deus, caída pelo pecado e necessitada de graça. Que o Senhor venha ao encontro de pessoas e possamos ver a transformação em nossas vidas e na de nossos entes queridos, amigos e vizinhos, para a glória de Deus!

A culpa do pecado que efetuamos não é de Deus, mas nossa. Nós é que temos maus pensamentos e desejos, confiando em nosso próprio julgamento. Confiemos no Senhor e lembremos de que ele veio para nos salvar e transformar. Então não havia bondade em nós mesmos. Lembremos disto todos os dias e vivamos para transformar o mundo e não para condená-lo, pois já assim está!