O publicano, estando em pé, longe, nem mesmo ousava levantar os olhos para o céu, mas batia no peito, dizendo: “Ó Deus, tem pena de mim, que sou pecador!”
Lucas 18:13 NAA
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O publicano foi ao templo e, batendo no peito, esmurrando qualquer convicção contrária, declarou-se pecador diante de Deus! Não temos mérito algum para nossa justificação, pelo contrário! Justifica-se a falta, não o comparecimento! Justifica-se o erro, não o acerto!
Não precisamos comparecer diante de um juiz se estamos andando em conformidade com as leis, ao menos se o sistema legal não é corrompido. Deus é incorruptível, bem como a sua lei, portanto não seremos julgados se formos justos. Como não somos, já estamos enquadrados e, certamente, seremos condenados se não houver justificação. Como a maioria das pessoas achega-se diante de um tribunal de condenação? Declarando-se inocente. Não é assim com o cristão!
Achegamo-nos diante do Senhor reconhecendo nossa culpa, nosso pecado, clamando por misericórdia até sermos justificados em Cristo! Ao recebermos sua justificação já não temos mais culpabilidade porque fomos perdoados de nossa dívida para com Deus por meio daquele que sofreu a culpa por nós. Não se culpa alguém duas vezes pelo mesmo crime, a não ser que o primeiro processo tenha sido cancelado. E Deus não cancela seus desígnios. Por isso, quem é salvo já recebeu o Espírito Santo e foi selado para a vida eterna.
O cristão não bate no peito depois de justificado, pois continua reconhecendo que não é merecedor, ainda que passe a fazer as boas obras e seja cheio do Espírito Santo. Isto porque também reconhece que não o faria sem a ajuda de Deus! Mas, a alegria do crente é passar a fazer o que alegra o coração do Pai! Ora, não nos alegramos quando nossos pais nos ensinaram a andar de bicicleta? Aprendemos sozinhos? Não! E ao sermos vitoriosos não nos alegramos por mostrar a eles a conquista que nos ajudaram a obtermos?
Deus se alegra com a nossa santificação, ainda que esta dependa da ajuda dEle! Importa vivermos com um coração contrito e quebrantado, reconhecendo nossas fraquezas e limitações, nossa dependência do Senhor para sermos vitoriosos nele. Melhor ainda é sabermos que, por causa disto, agora já não há limites para o que podemos conquistar porque depende do que Deus tem para nós e não mais pela nossa capacidade ou desejo pessoal.
Sejamos humildes mas, ao mesmo tempo, intrépidos pelo que Deus nos entregar para fazermos. Humildade é saber que não podemos sem Deus e intrepidez o saber que já somos vitoriosos com Cristo! Tudo é possível ao que crê!