#3_85 Amar é ordenança!

Nisto consiste o amor: não em que nós tenhamos amado a Deus, mas em que ele nos amou e enviou o seu Filho como propiciação pelos nossos pecados. Amados, se Deus de tal maneira nos amou, devemos nós também amar uns aos outros.

1 João 4:10-11

O amor não é um desejo, mas uma ordem de Deus para nós. Por que estamos casados ou enamorados? Por que a pessoa ao meu lado é desejável? Por que cuida de mim? Por que lhe sou grato pelo que já vivemos juntos? E os amigos? Penso o mesmo sobre eles? E meus familiares?

Estamos vivendo um tempo onde não estamos conseguindo reagir às ofensas que recebemos sem nos afastar das pessoas. As ofensas se tornaram fortes porque nossos egos falam mais alto. Da mesma forma se as pessoas não me agradam não desejo estar perto delas. Se deixaram de fazer para comigo algo que eu esperava, também não desejo procurar-lhes nem mesmo para saber o motivo.

Não somos desejáveis para Deus, pois o ofendemos todos os dias a partir de nossos pecados. Deixamos de fazer a sua vontade, não desejamos estar perto dEle e nem nos preocupamos com o que Ele espera de nós. Ainda assim as Escrituras nos declaram que Ele nos amou. Não dependeu de nós, do que fizemos ou deixamos de fazer, mas da vontade dEle para conosco.

Este amor é ainda o que torna as escolhas de Deus justas, pois Ele escolhe se aproximar de nós através de Jesus Cristo, expiando nossos pecados por meio de seu sacrifício. Como podemos ir até as pessoas que agem conosco da mesma forma que agimos com Deus? Através do sacrifício de Cristo recebemos o dom do amor, da fé, da alegria, da paz, por meio do Espírito Santo.

Deus derramou sobre os que creem em Jesus a mesma capacidade de amar, de ir até os que nos ofendem, aos que nos ignoram e estender a mão (Romanos 5.5). Começa pelos nossos entes queridos, de onde provém a maior dor, pois são os que esperamos que nos amem mais e acabam por serem os que nos ofendem ou ignoram mais o que se passa conosco.

Depois são os amigos que deveriam ter feito isto ou aquilo e não fizeram, e estamos afastados por não lhes dar o crédito de que são tão humanos quanto nós e que dependem do mesmo amor para se aproximar de nós que não somos diferentes deles!

Se hoje estamos passando por esta luta interior paremos e olhemos para o exemplo de Cristo. Ele perdoou ao ser crucificado. Perdoou todos aqueles que o prenderam e açoitaram, a mim e a você que o ignoram quando ele nos chama para amar e adorar a Deus e também amar ao próximo.