Em Cristo geraremos famílias abençoadas!

Rúben, o primogênito de Jacó, Simeão, Levi, Judá, Issacar e Zebulom, filhos de Lia; José e Benjamim, filhos de Raquel; Dã e Naftali, filhos de Bila, serva de Raquel; e Gade e Aser, filhos de Zilpa, serva de Lia. São estes os filhos de Jacó, que lhe nasceram em Padã-Arã. Veio Jacó a Isaque, seu pai, a Manre, a Quiriate-Arba (que é Hebrom), onde peregrinaram Abraão e Isaque. Foram os dias de Isaque cento e oitenta anos. Velho e farto de dias, expirou Isaque e morreu, sendo recolhido ao seu povo; e Esaú e Jacó, seus filhos, o sepultaram.
‭‭Gênesis‬ ‭35:23-29‬ ‭ARA‬‬
https://bible.com/bible/1608/gen.35.23-29.ARA

Os eventos bíblicos marcam os momentos mais importantes e que foram registrados para podermos reconhecer e entender a forma como os homens e mulheres viviam e respondiam ao chamado de Deus em seus dias. Vemos Jacó, agora chamado por Deus de Israel, visitar a seu pai e sepulta-lo depois que já havia tido os seus doze filhos. Seu pai já estava com 180 anos quando morreu, sendo que a última informação anterior a respeito de Isaque fora no dia em que Jacó fugiu ao ter negociado e enganado para obter as bençãos espirituais da primogenitura de seu irmão.

Jacó peregrinou por muitos lugares com a sua família e viveu muitas dificuldades, mas também prosperou em todo o caminho. Teve 12 filhos e 1 filha com 4 mulheres, sendo duas esposas e duas concubinas. De Raquel teve José e Benjamim, os filhos mais novos, sendo que Raquel morreu após o parto de Benjamim. Uma família grande e com muitos conflitos internos, intrigas e filhos que ora obedeciam, ora criavam sérios problemas dentro e fora da família. A competição entre irmãos já era coisa herdada do pai Jacó e dificilmente seria diferente entre eles.

Temos muito de nossos pais em nosso DNA e se for algo bom, será desenvolvido pelo Espírito. Se for algo que não traz edificação, precisa ser deixado para trás em nosso caráter e forma de vivermos. Cabe a nós controlarmos no Espírito (domínio próprio) nossas atitudes que não glorificam a Deus e trazem problemas para a nossa família, seja a carnal e/ou a espiritual. As doze tribos cresceram e se tornaram o povo de Deus, com as suas características individuais e as coletivas. As individuais permitiram definir as responsabilidades de cada família, enquanto as coletivas os tornavam um mesmo povo.

Assim são as igrejas de hoje, com qualidades individuais e coletivas. Cada uma com suas características denominacionais e outras a partir da liderança que as conduz. Cada liderança traz um traço de seu caráter e personaliza aquele grupo. As denominações trazem a característica de apoio local, missões, ação social ou curas e libertações. Embora sejam capazes de atuar em todas as áreas acabam por expor uma área principal, onde seus líderes se especializaram. Uma igreja onde todas estas atividades estão presentes geralmente possuem vários líderes e acabam gerando ministérios internamente e possuem um número maior de membros.

O reino de Deus apresenta-se na terra pelo crescimento das igrejas, no ajuntamento dos que creem no Senhor e passam a viverem debaixo destas assembléias. Muitas pessoas que passaram por igrejas estão vivenciando um momento de afastamento delas, seja por causa da pandemia, perda da comunhão com a igreja, perda da confiança na liderança, rebeldia ou falta de fé na estrutura que uma igreja representa em sua vida, dentre outros motivos. Estar fora de uma igreja é decidir viver sem acompanhamento de um grupo, é decidir peregrinar por conta própria. Na vida espiritual é melhor sempre estarmos juntos de outros que estão passando pelas mesmas dificuldades que nós e termos a oportunidade de superarmos cada uma delas.

Os irmãos de José lhe causaram muitos danos, mas o proveito final era para a sobrevivência de todos. Muitas vezes sofremos por causa da família espiritual e/ou a carnal, mas temos por importante o que Deus nos ensina a respeito da vida. Haverá tempos de estarmos juntos e haverá o tempo de gerarmos nossa própria família. Irmãos crescem e geram suas próprias família e assim são as igrejas. Se são saudáveis crescerão e prosperarão como Jacó e as doze tribos. Se são doentes ou desobedientes perecerão pelo deserto.

A tribo de Benjamim cometeu um terrível pecado e foi praticamente aniquilada pelos seus próprios irmãos, mas tiveram compaixão e permitiram que sobrevivesse por amor a Deus (Juízes 19-21). Há que se corrigir o mal no seio da igreja, para que não haja desvios e o nome do Senhor seja denegrido, mas há o zelo, o amor e a compaixão que trazem a misericórdia sobre as vidas. Quem ama corrige, mas primeiro ama. Corrigir sem amar é apenas bater sem trazer correção. Isto é trazer o mal e desviar a conduta do povo. Deus sempre corrigiu por amor e, por isso, nos enviou o próprio Filho para trazer a luz ao mundo.

Que possamos ser filhos obedientes e saudáveis, cuidando das coisas do Pai e buscando multiplicar em prosperidade espiritual. Assim desenvolveremos nossas famílias e igrejas, glorificando a Deus em o nome de Jesus! Cuidemos para não multiplicarmos o erro, mas o amor que nos foi dado. Em Cristo geraremos famílias abençoadas e prósperas, como ele é!

Ano 2#222